25.11.08

Fernando Pessoa: "Dizem?"

Já que me encontro em Lisboa, onde devo fazer a conferência de encerramento do Congresso Internacional Fernando Pessoa, resolvi aqui postar, até o meu regresso ao Brasil, poemas desse poeta imenso.





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Dizem?
Esquecem.

Não dizem?
Disseram.

Fazem?
Fatal.
Não fazem?
Igual.

Por que
esperar?
-- Tudo é
sonhar.




De: PESSOA, Fernando. "Cancioneiro". In: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.

9 comentários:

betina moraes disse...

pensador,

parabéns pela participação! Bravos!

que poema irretocável, um presente para nós aqui!

grande abraço e muito boa sorte nos afazeres do Congresso!

Rafa Lima, escritor disse...

Ave, Cícero!
só melhora, histórias fantásticas, ácidas, sentimentais, romances, contos e crônicas, quadrinhos sarcásticos, crítica social, dicas de cinema, idéias sobre relacionamentos, o ser humano tratado sob a lente minuciosa do escritor, roteirista, autor de teatro, jornalista, comentarista de futebol, cronista da cultura de massa, e sócio fundador da George Clooney´s most desirable bachelors school, Rafa Lima, o blog para pessoas além do comum, com sede de idéias críticas mas também divertidas e auto-irônicas, www.fantasticomundodorafa.blogspot.com, imperdível para o seu cérebro, nocivo ao seu coração!

QUEFAÇOCOMOQUENÃOFAÇO disse...

AMADO CICERO,




ESPERO QUE TUDO SEJA SUCESSO PLENO AÍ EM LISBOA E QUE VOCÊ APROVEITE BASTANTE OS ARES PORTUGUESES!
QUANDO VOLTAR, SE POSSÍVEL, POSTE A SUA PALESTRA - TODOS NÓS - AMANTES DO SEU BLOG - FICARÍAMOS FELICÍSSIMOS E GRATOS. PAZ E LUZ!


"VERSO NU"



O POEMA
PENA SÓ.
SOBRE SI
SOBREVOA


ESTOUVADO
O PENSAR
DO POETA,
ESSE SERVO


VAIDOSO.
SOFRE ATÉ
E SUPORTA


DO SEU VÉU
IMPECÁVEL
SER DESPIDO.


ABRAÇO FORTE!
ADRIANO NUNES, MACEIÓ/AL.

Riuston - Livraria Cultura disse...

Oi Antônio Cícero, tudo bem?

Nesta sexta e sábado, dias 28 e 29, a Livraria Cultura preparou um projeto bem bacana chamado Vira Cultura. A loja do Conjunto Nacional, em São Paulo, vai “virar a noite” e ficará aberta durante 37 horas. Será possível assistir a vários eventos literários, de arte, teatro e música, o dia e a noite, tudo gratuito.

Dentre os eventos, teremos leitura de trechos do clássico de Dostoiévski, Os irmãos Karamazov, em comemoração à nova edição, entre outros lançamentos e encontros com autores.

Será um prazer ter você conosco! Se puder ajudar a divulgar aos seus leitores, também agradeço! É uma super dica para quem gosta de literatura!

Se precisar de mais informações, só falar!

um abração e obrigado!

www.riuston.com.br

Anne Z. disse...

Pessoa... Foi necessário mais que um para viver todos os sonhos...
Muitos dizem, poucos realizam.

(Não sei se foi sonho teu, essa presença, certamente um presente meu).

Sonhe Mto, Cícero!

Poesia Prolongada disse...

"A gente sempre acha que é Fernando Pessoa"

Ana C.

To sempre por aqui, adoro ver suas escolhas e textos.

Se for possivel, visite o meu blog... sem compromisso de gostar ou emitir opnião (lógico que eu adoraria)

http://laraleal.spaces.live.com

abs
Lara.

Rafael Velasquez disse...

desconhecia este até postar.

Arthur Nogueira disse...

Querido Cicero,

sublimes, Pessoa e você. Sucesso em Portugal... E não demore a voltar.

Beijo grande,

Arthur.

paulinho disse...

DIVINO-MARAVILHOSO, poeta!

tão enxuto este poema, e tantos sentidos, significados...

no fim das contas, o que conta são as nossas realizações. e que estas estejam, sempre, de acordo com as nossas verdades e vontades. afinal, a vida, com ou sem feitos, é fatal. portanto, acho melhor, e mais sensato, realizá-los.

a verificação do pessoa, de que a vida é fatal, me levou a certos acordes, acordes que eu sei de cor (rs), acordes entoados por antonio cicero, e que também chegam a essa verificação: "E a vida nos dá um sinal/ Você é pra mim/ Isso é fatal".

sim, meninos e meninas, a vida é fatal, é improrrogável, irrevogável... logo, procuremos o melhor para nós e para os outros, pois que tudo é tão breve, tão rápido... como num sonho -- de repente, 'pumba!', e, desse sonho, o despertar às avessas, a porta que se abre e que jamais se fecha...

(e nada disso tem moral nem tem lição.)

aproveitemos ao máximo, façamos o máximo, excedamos!

beijo, meu poetósofo de primeira grandeza!