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15.4.14
João Cabral de Melo Neto: "A rima..."
A rima é algo necessário. Valéry me convenceu de que, para se criar algo, é necessário um esforço. Um obstáculo diante do ser o obriga a muito mais esforço e faz com que ele atinja o seu extremo. Para mim, a rima é uma necessidade que precisa se impor.
MELO NETO, João Cabral de. In: ATHAYDE, Félix de. Ideias fixas de João Cabral de Melo Neto. Rio de Janeiro: FBN - UMC - Nova Fronteira, 1998.
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Rima
11.10.08
João Cabral sobre o verso livre: em 1953 e 35 anos depois
João Cabral em 1953:
Acho o verso livre uma aquisição fabulosa e que é bobagem qualquer tentativa de volta às formas preestabelecidas. Abrir mão das aquisições da poesia moderna seria para mim como banir a poesia do mundo moderno. Pois a verdade é que a realidade presente é rica demais para caber nessas formas hoje requintadas e artificiais das épocas de estabilidade cultural.
Isso não se aplica, é claro, às formas da poesia popular que usam a métrica e a rima com absoluta liberdade, sem transformá-las em condição essencial e ponto de partida da criação poética.
(Entrevista a Vinícius de Moraes, Manchete, Rio de Janeiro, 27 de junho de 1953)
João Cabral em 1988:
(...) Uma das coisas fatais da poesia foi o verso livre. No tempo em que você tinha que metrificar e rimar, você tinha que trabalhar seu texto. Desde o momento em que existe o verso livre, todo o mundo acha de descrever a dor de corno dele corno se fosse um poema. No tempo da poesia metrificada e rimada, você tinha que trabalhar e tirava o inútil.
(Entrevista a Mário César Carvalho, Folha de S,Paulo, Folha Ilustrada, São Paulo, 24 de maio de 1988)
De: CABRAL de MELO NETO, J. ATHAÍDE, F. (Org.) Idéias fixas de João Cabral de Melo Neto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.
Acho o verso livre uma aquisição fabulosa e que é bobagem qualquer tentativa de volta às formas preestabelecidas. Abrir mão das aquisições da poesia moderna seria para mim como banir a poesia do mundo moderno. Pois a verdade é que a realidade presente é rica demais para caber nessas formas hoje requintadas e artificiais das épocas de estabilidade cultural.
Isso não se aplica, é claro, às formas da poesia popular que usam a métrica e a rima com absoluta liberdade, sem transformá-las em condição essencial e ponto de partida da criação poética.
(Entrevista a Vinícius de Moraes, Manchete, Rio de Janeiro, 27 de junho de 1953)
João Cabral em 1988:
(...) Uma das coisas fatais da poesia foi o verso livre. No tempo em que você tinha que metrificar e rimar, você tinha que trabalhar seu texto. Desde o momento em que existe o verso livre, todo o mundo acha de descrever a dor de corno dele corno se fosse um poema. No tempo da poesia metrificada e rimada, você tinha que trabalhar e tirava o inútil.
(Entrevista a Mário César Carvalho, Folha de S,Paulo, Folha Ilustrada, São Paulo, 24 de maio de 1988)
De: CABRAL de MELO NETO, J. ATHAÍDE, F. (Org.) Idéias fixas de João Cabral de Melo Neto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.
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João Cabral de Melo Neto,
Métrica,
Rima,
Verso livre
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