Mostrando postagens com marcador Adriano Espínola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adriano Espínola. Mostrar todas as postagens
26.11.19
21.10.18
Adriano Espínola: "Meio-dia"
Meio-dia
Com o sol a pino, as sombras se encolhiam exíguas
(Ovídio, Met. III, 50)
sou
eu
só
eo
so
l
so
men
te
na
ex
í
gua
so
m
bra
do
pre
sen
te
ESPÍNOLA, Adriano. "Meio-dia". In:_____. Escritos ao sol. Antologia. Rio de Janeiro: Record, 2015.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
30.1.17
Adriano Espínola: "'Lamas' -- bar e restaurante"
"Lamas" -- bar e restaurante
A Horácio Dídimo
À noite
todos os lépidos
são larápios,
todos os otários
são
notórios,
todas as lânguidas
são
lésbicas
todas as cópulas
são
cédulas,
todos os lúcidos
são
trágicos
todos os bêbados
são
sábios.
ESPÍNOLA, Adriano. "'Lamas' -- bar e restaurante". In:_____. O lote clandestino. Rio de Janeiro: Topbooks, 2002.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
30.7.15
OCUPAÇÃO POÉTICA DO TEATRO CÂNDIDO MENDES
OCUPAÇÃO POÉTICA – TEATRO CÂNDIDO MENDES
Divididos em três noites, seis importantes
poetas – Adriano Espínola, Alex Varella, Antonio Carlos Secchin, Antonio
Cícero, Paulo Henriques Britto, Salgado Maranhão – lerão obras autorais, inéditas e
consagradas, e também textos de outros poetas.
Coordenação: PAULO SABINO
Sexta-feira
(31/07): ANTONIO CICERO & ALEX VARELLASábado (01/08): SALGADO MARANHÃO & ADRIANO ESPÍNOLA
Domingo (02/08): ANTONIO CARLOS SECCHIN & PAULO HENRIQUES BRITTO
Horário: 20h
Entrada: R$ 5,00
Centro Cultural Cândido Mendes. End.: Joana Angélica, 63 – Ipanema, Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2523-3663.
18.7.15
Adriano Espínola: "Atento"
Atento
Todos os dias,
batalho silenciosamente.
Ao respirar, busco ser o vento.
Ao caminhar, sou o caminho.
Ao sonhar, engendro o sonho do sonho,
delirante e consciente.
Ao pensar, penso o pensamento
e devagar o componho.
Ao realizá-lo, sou a realidade,
simplesmente.
Não há outra verdade
senão a que invento.
ESPÍNOLA, Adriano. "Lixeira". In:_____. "Praia provisória". In:_____. Escritos ao sol. Antologia. Rio de Janeiro: Record, 2015.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
14.9.13
Adriano Espínola: "A rendeira"
A rendeira
Na teia da manhã que se desvela
a rendeira compõe seu labirinto,
movendo sem saber e por instinto
a rede dos instantes numa tela.
Ponto a ponto, paciente,tenta ela
traçar no branco linho mais distinto
a trama de um desenho tão sucinto
como a jornada humana se revela.
Em frente, o mar desfia a eternidade
noutra tela de espuma e esquecimento,
enquanto, entrelaçado, o pensamento
costura sobre o sonho a realidade.
Em que perdida tela mais extrema
foi tecida a rendeira e este poema?
ESPÍNOLA, Adriano. Beira-sol. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
8.9.12
Adriano Espínola: "O prego"
O que mais dói não
é o retrato na parede,
mas o prego ali
cravado, persistente,
no centro da mancha
do quadro ausente.
ESPÍNOLA, Adriano. Praia provisória. Rio de Janeiro: Topbooks, 2005.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
27.5.12
Adriano Espínola: "Caminha e repara"
Caminha e repara.
No mundo o mesmo segundo
que junta separa.
A sombra da amendoeira
varre o chão de sol e poeira.
ESPÍNOLA, Adriano. Trapézio. Rio de Janeiro: Ibis Libris, 2011.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
13.1.12
Adriano Espínola: "Mar e claridade"
Mar e claridade.
Gaivotas traçam as rotas
do sol na cidade.
A manhã salta no cais.
Barcos partem ancestrais.
ESPÍNOLA. Adriano. Trapézio. Haicais/Tankas. Ilustrações: Geraldo Jesuíno. Rio de Janeiro: Ibis Libris, 2011.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
10.7.09
Adriano Espínola: "A velha"
.
A velha
Esculpida em silêncio,
sentada e sábia,
fita o horizonte da mágoa.
Ao seu lado,
o mar murmura
as sílabas do ocaso.
Ó beleza antiga e súbita:
sobre o seu ombro
o instante se debruça,
iluminado.
De: ESPÍNOLA, Adriano. Beira-sol. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007.
A velha
Esculpida em silêncio,
sentada e sábia,
fita o horizonte da mágoa.
Ao seu lado,
o mar murmura
as sílabas do ocaso.
Ó beleza antiga e súbita:
sobre o seu ombro
o instante se debruça,
iluminado.
De: ESPÍNOLA, Adriano. Beira-sol. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007.
Labels:
Adriano Espínola
25.11.07
Adriano Espínola: Maramar
MARAMAR
Se tu queres amar,
procura logo o mar.
Ali enlaça o corpo
salgado noutro corpo.
No azul esquecimento
das águas, vai sedento
beber a luz da carne,
o gozo a pino e a tarde.
Tenta imitar a teia
das ondas e marés.
Dança na branca areia.
Outro será quem és.
De: ESPÍNOLA, Adriano. Praia provisória. Rio de Janeiro: Topbooks, 2006, p.16.
Se tu queres amar,
procura logo o mar.
Ali enlaça o corpo
salgado noutro corpo.
No azul esquecimento
das águas, vai sedento
beber a luz da carne,
o gozo a pino e a tarde.
Tenta imitar a teia
das ondas e marés.
Dança na branca areia.
Outro será quem és.
De: ESPÍNOLA, Adriano. Praia provisória. Rio de Janeiro: Topbooks, 2006, p.16.
Labels:
Adriano Espínola,
Poema
Assinar:
Postagens (Atom)
