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11.2.12
Marcel Proust: trecho de "À l'ombre des jeunes filles en fleurs"
[...] Compreendi melhor desde então que quando estamos apaixonados por uma mulher projetamos nela simplesmente um estado de nossa alma; que em conseqüência o importante não é o valor da mulher, mas a profundidade do estado; e que as emoções que uma moça medíocre nos dá podem permitir-nos fazer com que se elevem à nossa consciência partes mais íntimas de nós mesmos, mais pessoais, mais longínquas, mais essenciais do que poderia fazê-lo o prazer proporcionado pela conversação com um homem superior ou mesmo a contemplação e a admiração de suas obras.
[...] Je m’étais rendu mieux compte depuis qu’en étant amoureux d’une femme nous projetons simplement en elle un état de notre âme ; que par conséquent l’important n’est pas la valeur de la femme mais la profondeur de l’état ; et que les émotions qu’une jeune fille médiocre nous donne peuvent nous permettre de faire monter à notre conscience des parties plus intimes de nous-même, plus personnelles, plus lointaines, plus essentielles, que ne ferait le plaisir que nous donne la conversation d’un homme supérieur ou même la contemplation admirative de ses œuvres.
PROUST, Marcel. À l'ombre des jeunes filles en fleur. Paris: Gallimard, 1919.
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17.10.11
Marcel Proust: de "Du côté de chez Swann"
Observação de Swann, em conversação:
"O que lamento nos jornais é que nos fazem prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, enquanto lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais".
PROUST, Marcel. "Du côté de chez Swann". In:_____À la recherche du temps perdu, vol.1. Paris: Pléiade, 1964.
"O que lamento nos jornais é que nos fazem prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, enquanto lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais".
PROUST, Marcel. "Du côté de chez Swann". In:_____À la recherche du temps perdu, vol.1. Paris: Pléiade, 1964.
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27.10.10
Marcel Proust: de "A l'ombre des jeunes filles en fleurs"
J’avais autrefois entrevu aux Champs-Élysées et je m’étais rendu mieux compte depuis qu’en étant amoureux d’une femme nous projetons simplement en elle un état de notre âme ; que par conséquent l’important n’est pas la valeur de la femme mais la profondeur de l’état ; et que les émotions qu’une jeune fille médiocre nous donne peuvent nous permettre de faire monter à notre conscience des parties plus intimes de nous-même, plus personnelles, plus lointaines, plus essentielles, que ne ferait le plaisir que nous donne la conversation d’un homme supérieur ou même la contemplation admirative de ses œuvres.
Eu havia outrora entrevisto nos Champs Élysées, e depois compreendi melhor, que, quando estamos enamorados de uma mulher, projetamos simplesmente nela um estado de nossa alma; que por conseguinte o importante não é o valor da mulher, mas a profundidade do estado; e que as emoções que uma moça medíocre nos dá podem permitir-nos fazer elevarem-se à consciência algumas partes mais íntimas de nós mesmos, mais pessoais, mais longínquas, mais essenciais do que o prazer de conversar com um homem superior ou mesmo o de contemplar com admiração suas obras seria capaz de produzir.
PROUST, Marcel. "A l'ombre des jeunes filles en fleurs". A la recherche du temps perdu. Paris: Gallimard, 1919.
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12.1.08
Proust: trecho de Journées
[...]
Percebo um desses seres que nos dizem pela particularidade do seu rosto a possibilidade de uma felicidade nova. A beleza, sendo particular, multiplica as possibilidades de felicidade. Cada ser é como um ideal ainda desconhecido que se abre para nós. E ver passar um rosto desejável que não conhecíamos abre-nos novas vidas que desejamos viver. Desaparecem na esquina da rua, mas esperamos revê-los, ficamos com a idéia de que há muito mais vidas a viver do que pensávamos, e isso dá mais valor à nossa pessoa. Um novo rosto que passou é como o encanto de um novo país que se nos foi revelado por um livro. Lemos seu nome, o trem vai partir. Que importa se não partimos, sabemos que existe, temos uma razão a mais para viver. Assim, eu olhava pela janela para ver que a realidade, a possibilidade da vida que sentia de hora em hora perto de mim continha inúmeras possibilidades diferentes de ser feliz.
[...]
De: PROUST, Marcel. "Journées". In: Contre Sainte-Beuve. Paris: Gallimard, 1954, p.72-73.
Percebo um desses seres que nos dizem pela particularidade do seu rosto a possibilidade de uma felicidade nova. A beleza, sendo particular, multiplica as possibilidades de felicidade. Cada ser é como um ideal ainda desconhecido que se abre para nós. E ver passar um rosto desejável que não conhecíamos abre-nos novas vidas que desejamos viver. Desaparecem na esquina da rua, mas esperamos revê-los, ficamos com a idéia de que há muito mais vidas a viver do que pensávamos, e isso dá mais valor à nossa pessoa. Um novo rosto que passou é como o encanto de um novo país que se nos foi revelado por um livro. Lemos seu nome, o trem vai partir. Que importa se não partimos, sabemos que existe, temos uma razão a mais para viver. Assim, eu olhava pela janela para ver que a realidade, a possibilidade da vida que sentia de hora em hora perto de mim continha inúmeras possibilidades diferentes de ser feliz.
[...]
De: PROUST, Marcel. "Journées". In: Contre Sainte-Beuve. Paris: Gallimard, 1954, p.72-73.
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