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18.9.17

Octavio Paz: "Escritura"



Escritura

Yo dibujo estas letras
como el día dibuja sus imágenes
y sopra sobre ellas y no vuelve.



Escritura

Desenho estas letras
como o dia desenha suas imagens
e sopra sobre elas e não volta.




PAZ, Octavio. "Escritura". In:_____. Lo mejor de Octavio Paz. El fuego de cada día. Barcelona: Seix Barral, 1998.

24.6.17

Octavio Paz: "Aquí"



Aqui

Meus passos nesta rua
ressoam
           noutra rua
onde
         ouço meus passos
passarem nesta rua
onde
Só é real a névoa




Mis pasos en esta calle
resuenan
             en otra calle
donde
         oigo mis pasos
pasar en esta calle
donde
Sólo es real la niebla.



PAZ, Octavio. "Aquí". In:_____. "Días hábiles". In:_____. Obra poética I (1935-1970). México: FCE, Círculo de Lectores, 1997.

3.10.14

Octavio Paz: "Ejemplo" / "Exemplo": trad. Antonio Cicero





Exemplo

A borboleta voava entre os carros.
Marie José me disse: deve ser Chuang Tzu,
passando por Nova Iorque.
                                             Porém a borboleta
não sabia que era uma borboleta
que sonhava ser Chuang Tzu
                                                ou Chuang Tzu
que sonhava ser uma borboleta.
A borboleta não duvidava:
                                            voava.




Ejemplo

La mariposa volaba entre los autos.
Marie José me dijo: ha de ser Chuang Tzu,
de paso por Nueva York.      
                                         Pero la mariposa
no sabía que era una mariposa
que soñaba ser Chuang Tzu
                                              o Chuang Tzu
que soñaba ser una mariposa.
La mariposa no dudaba:
                                        volaba.



PAZ, Octavio. "Árbol adentro". In:_____. Obra poética II. México: Fondo de Cultura Económica, 2004.

16.9.14

Octavio Paz: "Juventud" / "Juventude": trad. Antonio Cicero




          Juventude

o salto da onda
                       mais branca
cada hora
               mais verde
cada dia
             mais jovem
a morte



          Juventud

El salto de la ola
                        más blanca
cada hora
               más verde
cada día
             más joven
la muerte



PAZ, Octavio. "Ladera Este". In:_____. Lo mejor de Octavio Paz. Barcelona: Siex Barral, 1998.

21.7.12

Octavio Paz: de "Poesia e modernidade"




O mundo de Dante era finito e por isso pôde traçar a geografia do inferno, do purgatório e do paraíso. Mas esse mundo limitado era eterno: os homens estavam destinados a viver pelos séculos dos séculos e, depois do Juízo Final, sem experimentar mudança alguma. A eternidade dissipa o tempo e a sucessão. Seremos para sempre o que somos. Nisso consiste a diferença radical entre o mundo medieval e o moderno. O cristão medieval vivia num espaço finito e estava destinado à eternidade dos bem-aventurados ou dos réprobos; nós vivemos num universo infinito e estamos destinados a desaparecer para sempre. Nossa condição é trágica num sentido que nem os pagãos da Antiguidade nem os cristãos da Idade Média suspeitaram.



PAZ, Octavio. "Poesía y modernidad". In:_____. La otra voz. Poesía y fin de siglo. Barcelona: Seix Barral, 1990.

30.1.10

Octavio Paz: "Destino del poeta" / "Destino do poeta": trad. Haroldo de Campos




Destino de poeta

¿Palabras? Sí, de aire,
y em el aire perdidas.
Déjame que me pierda entre palavras,
déjame ser el aire en unos labios,
un soplo vagabundo sin contornos,
breve aroma que el aire desvanece.

También la luz en sí misma se pierde.



Destino do poeta

Palavras? Sim, de ar
e perdidas no ar.
Deixa que eu me perca entre palavras,
deixa que eu seja o ar entre esses lábios,
um sopro erramundo sem contornos,
breve aroma que no ar se desvanece.

Também a luz em si mesma se perde.



PAZ, Octavio; CAMPOS, Haroldo. Transblanco (em torno a Blanco de Octavio Paz. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.