<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232</id><updated>2009-11-08T08:28:24.984-02:00</updated><title type='text'>ACONTECIMENTOS</title><subtitle type='html'>BLOG DE ANTONIO CICERO:
poesia, arte, filosofia, crítica, literatura, política</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>512</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6546925532058905091</id><published>2009-11-08T08:07:00.008-02:00</published><updated>2009-11-08T08:21:41.986-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Immanuel Kant'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Schopenhauer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barbara Herrnstein Smith'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estética'/><title type='text'>A questão dos valores</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O seguinte artigo foi publicado na minha coluna da "Ilustrada", da &lt;/em&gt;Folha de São Paulo, &lt;em&gt;no dia 31 de outubro (sábado). Normalmente, eu o teria postado aqui no dia 1º de novembro, mas simplesmente me esqueci. Agradecendo a Flávio por me ter chamado atenção para esse esquecimento, posto-o hoje.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão dos valores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FALANDO DE obras literárias, a influente crítica norte-americana Barbara Herrnstein Smith afirma que "o valor de uma entidade para um sujeito individual, assim como o seu preço no mercado, é também o produto da dinâmica de um sistema econômico, especificamente da economia pessoal constituída pelas necessidades, pelos interesses e recursos – biológicos, psicológicos, materiais e empíricos – do sujeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse assim, dado que as necessidades, os interesses e os recursos dos indivíduos são bastante diversos, seria inadmissível afirmar simplesmente que uma obra fosse melhor e mais memorável do que outra. "Melhor e mais memorável para quem?", Herrnstein Smith perguntaria. Com que direito considerar o poema "Os Lusíadas", digamos, melhor ou mais memorável que a canção "A Eguinha Pocotó", quando muita gente prefere esta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À pergunta sobre se não há juízos mais valiosos do que outros, ela responderia que também o valor do juízo ou da opinião de uma pessoa varia com as necessidades, os interesses e os recursos de cada uma das pessoas que o avaliam. "O valor -o "ser boa" ou "ser ruim'- de uma avaliação", diz ela, "como de qualquer outra coisa (inclusive qualquer outro tipo de enunciado), é ele próprio contingente, logo, não é uma questão de seu "valor-verdade" abstrato, mas da eficácia com que desempenha várias funções desejadas/desejáveis para as várias pessoas que em algum momento se envolvam concretamente com ele". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, Herrnstein Smith nem sequer se dá conta de que, ao dizer tais coisas, incorre em paradoxos que solapam suas próprias teses. Com efeito, aplicando-se o que ela diz a suas teses, deve-se dizer que elas não podem ter um valor-verdade "abstrato", isto é, não podem ser simplesmente verdadeiras. No máximo, têm alguma eficácia no desempenho de algumas funções desejadas/desejáveis para as várias pessoas que em algum momento se envolvam concretamente com elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estranho é que essa atitude de desprezo em relação à verdade e a qualquer valor – atitude que poderia ao menos ter o efeito benigno de conduzi-la à humildade que lhe conviria – súbito converte-se, ao contrário, em petulância pseudocientificista e pseudodesmistificadora, às vezes bem grosseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando, por exemplo, atacar a tese do caráter desinteressado do juízo estético, Herrnstein Smith afirma que "uma contabilidade estrita de qualquer uma dessas atividades aparentemente gratuitas levaria, mais cedo ou mais tarde, à sua utilidade biológica e/ou ao seu valor para a sobrevivência (e sem dúvida a algo muito parecido com "necessidades animais'). [...] Fazê-lo aparentemente produz um lucro a longo prazo, em termos de desenvolvimento cognitivo, flexibilidade comportamental e, portanto, preparo biológico, e nossa tendência geral a praticá-las é, muito provavelmente, produto de mecanismos evolutivos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, embora seus argumentos constituam uma malsucedida tentativa de solapar a possibilidade de qualquer conhecimento verdadeiro, Herrnstein Smith aceita piamente as teses vulgares do determinismo biologista mais rasteiro e questionável, apto a fazer qualquer marxista sério morrer de vergonha, e as toma por aríetes capazes de demolir a "Crítica do Juízo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me que pertinaz preconceito positivista leva hoje tantos professores de literatura a preferir sempre dar a razão às mais rasas das "ciências cognitivas", psicologias, sociologias ou antropologias, contra a filosofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao leitor que -para falar como a própria Barbara Herrnstein Smith- queira investigar quais são os interesses capazes de conduzir alguém a pensar como ela, recomendo a leitura de Arthur Schopenhauer, que explica, por exemplo, que a obra de arte "só fala a cada um segundo a medida de seu próprio valor intelectual; razão pela qual precisamente as obras mais excelentes de cada arte, as produções mais nobres do gênio devem permanecer um livro eternamente fechado à estúpida maioria dos seres humanos, inacessíveis a eles, deles separadas por um largo abismo. [...] É verdade que mesmo os mais tolos deixam as grandes obras valerem por confiarem na autoridade, para não trair a sua própria fraqueza: porém por dentro estão sempre prontos a exprimir o seu juízo condenatório, desde que lhes seja permitido esperar que podem fazê-lo sem se desmascarar: e então descarregam com deleite seu ódio há muito represado contra tudo o que é grande e belo e que, jamais lhes tendo dito coisa alguma, por isso mesmo humilhou-os, e contra os seus realizadores".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6546925532058905091?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6546925532058905091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6546925532058905091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6546925532058905091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6546925532058905091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/11/questao-dos-valores.html' title='A questão dos valores'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6858755671303484430</id><published>2009-11-07T10:33:00.002-02:00</published><updated>2009-11-07T10:37:07.728-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Leminski'/><title type='text'>Paulo Leminski: "Amor bastante"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMOR BASTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando eu vi você&lt;br /&gt;tive uma idéia brilhante&lt;br /&gt;foi como se eu olhasse&lt;br /&gt;de dentro de um diamante&lt;br /&gt;e meu olho ganhasse&lt;br /&gt;mil faces num só instante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;basta um instante&lt;br /&gt;e você tem amor bastante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um bom poema &lt;br /&gt;leva anos &lt;br /&gt;cinco jogando bola, &lt;br /&gt;mais cinco estudando sânscrito, &lt;br /&gt;seis carregando pedra, &lt;br /&gt;nove namorando a vizinha, &lt;br /&gt;sete levando porrada, &lt;br /&gt;quatro andando sozinho, &lt;br /&gt;três mudando de cidade, &lt;br /&gt;dez trocando de assunto, &lt;br /&gt;uma eternidade, eu e você&lt;br /&gt;caminhando junto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMINSKI, Paulo. &lt;em&gt;La vie en close&lt;/em&gt;. São Paulo: Brasiliense, 1991.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6858755671303484430?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6858755671303484430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6858755671303484430' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6858755671303484430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6858755671303484430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/11/paulo-leminski-amor-bastante.html' title='Paulo Leminski: &quot;Amor bastante&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-2556862455811711049</id><published>2009-11-03T22:04:00.003-02:00</published><updated>2009-11-03T22:13:40.329-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paul Éluard'/><title type='text'>Paul Éluard: "À peine défigurée"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas desfigurada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus tristeza&lt;br /&gt;Bom dia tristeza&lt;br /&gt;Estás inscrita nas linhas do teto&lt;br /&gt;Estás inscrita nos olhos que amo&lt;br /&gt;Não chegas a ser a miséria&lt;br /&gt;Pois os lábios mais pobres te denunciam&lt;br /&gt;Por um sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia tristeza&lt;br /&gt;Amor dos corpos amáveis&lt;br /&gt;Potência do amor&lt;br /&gt;Cuja amabilidade surge&lt;br /&gt;Como um monstro sem corpo&lt;br /&gt;Cabeça desapontada&lt;br /&gt;tristeza belo rosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À peine défiguré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adieu tristesse&lt;br /&gt;Bonjour tristesse&lt;br /&gt;Tu es inscrite dans les lignes du plafond&lt;br /&gt;Tu es inscrite dans les yeux que j'aime&lt;br /&gt;Tu n'es pas tout à fait la misère&lt;br /&gt;Car les lèvres les plus pauvres te dénoncent&lt;br /&gt;Par un sourire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonjour tristesse&lt;br /&gt;Amour des corps aimables&lt;br /&gt;Puissance de l'amour&lt;br /&gt;Dont l'amabilité surgit&lt;br /&gt;Comme un monstre sans corps&lt;br /&gt;Tête désappointée&lt;br /&gt;Tristesse beau visage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉLUARD, Paul. &lt;em&gt;La vie immédiate&lt;/em&gt;. Paris: Gallimard, 1981.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-2556862455811711049?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/2556862455811711049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=2556862455811711049' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/2556862455811711049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/2556862455811711049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/11/paul-eluard-peine-defiguree.html' title='Paul Éluard: &quot;À peine défigurée&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6032951046266621448</id><published>2009-11-02T10:59:00.005-02:00</published><updated>2009-11-02T11:17:53.519-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Heráclito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emmanuel Carneiro Leão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inesperado'/><title type='text'>Heráclito: Fragmento 18: tradução de Emmanuel Carneiro Leão</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/Su7b9B7ySKI/AAAAAAAAARI/rZR1XwSmIjE/s1600-h/Heraclito.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/Su7b9B7ySKI/AAAAAAAAARI/rZR1XwSmIjE/s400/Heraclito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399494844801501346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6032951046266621448?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6032951046266621448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6032951046266621448' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6032951046266621448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6032951046266621448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/11/heraclito-fragmento-18-traducao-de.html' title='Heráclito: Fragmento 18: tradução de Emmanuel Carneiro Leão'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/Su7b9B7ySKI/AAAAAAAAARI/rZR1XwSmIjE/s72-c/Heraclito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-7903174048345347231</id><published>2009-10-30T21:55:00.002-02:00</published><updated>2009-10-30T22:05:12.648-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David Mourão-Ferreira'/><title type='text'>David Mourão-Ferreira: "Presídio"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presídio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todo o corpo é carne ... Não, nem todo.&lt;br /&gt;Que dizer do pescoço, às vezes mármore,&lt;br /&gt;às vezes linho, lago, tronco de árvore,&lt;br /&gt;nuvem, ou ave, ao tacto sempre pouco ...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o ventre, inconsistente como o lodo? ...&lt;br /&gt;E o morno gradeamento dos teus braços?&lt;br /&gt;Não, meu amor ... Nem todo o corpo é carne:&lt;br /&gt;é também água, terra, vento, fogo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobretudo sombra à despedida;&lt;br /&gt;onda de pedra em cada reencontro;&lt;br /&gt;no parque da memória o fugidio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vulto da Primavera em pleno Outono ...&lt;br /&gt;Nem só de carne é feito este presídio,&lt;br /&gt;pois no teu corpo existe o mundo todo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOURÃO-FERREIRA, David. In: &lt;em&gt;Relâmpago. Revista de poesia&lt;/em&gt;. , nº 24 (dedicado a David Mourão-Ferreira), Lisboa, abril de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-7903174048345347231?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/7903174048345347231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=7903174048345347231' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/7903174048345347231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/7903174048345347231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/david-mourao-ferreira-presidio.html' title='David Mourão-Ferreira: &quot;Presídio&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-5779962621133369067</id><published>2009-10-28T21:57:00.003-02:00</published><updated>2009-10-28T22:02:10.400-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Drummond de Andrade'/><title type='text'>Carlos Drummond de Andrade: "Carta"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo, sim, que não te escrevo.&lt;br /&gt;Ficaram velhas todas as notícias.&lt;br /&gt;Eu mesmo envelheci: Olha, em relevo,&lt;br /&gt;estes sinais em mim, não das carícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tão leves) que fazias no meu rosto:&lt;br /&gt;são golpes, são espinhos, são lembranças&lt;br /&gt;da vida a teu menino, que ao sol-posto&lt;br /&gt;perde a sabedoria das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta que me fazes não é tanto&lt;br /&gt;à hora de dormir, quando dizias&lt;br /&gt;“Deus te abençoe”, e a noite abria em sonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando, ao despertar, revejo a um canto&lt;br /&gt;a noite acumulada de meus dias,&lt;br /&gt;e sinto que estou vivo, e que não sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDRADE, Carlos Drummond de. "Claro enigma". &lt;em&gt;Poesia completa&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-5779962621133369067?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/5779962621133369067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=5779962621133369067' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/5779962621133369067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/5779962621133369067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/carlos-drummond-de-andrade-carta.html' title='Carlos Drummond de Andrade: &quot;Carta&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-910782570729063663</id><published>2009-10-25T23:38:00.004-02:00</published><updated>2009-10-25T23:45:30.720-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Augusto de Campos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rainer Maria Rilke'/><title type='text'>Rainer Maria Rilke: "Das Lied des Bettlers" / "A canção do mendigo": trad. de Augusto de Campos</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção do mendigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou indo de porta em porta, &lt;br /&gt;ao sol e à chuva, não importa;&lt;br /&gt;de repente descanso o meu ouvido &lt;br /&gt;direito em minha mão direita: &lt;br /&gt;minha voz me soa imperfeita, &lt;br /&gt;como se nunca a tivesse ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já nem sei quem clama em meus ais, &lt;br /&gt;eu ou outra pessoa.&lt;br /&gt;Eu clamo por qualquer coisa à toa. &lt;br /&gt;Os poetas clamam por mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os olhos eu fecho o meu rosto &lt;br /&gt;e minha mão lhe serve de encosto &lt;br /&gt;de modo que ele pareça&lt;br /&gt;descansar. Para que não se esqueça &lt;br /&gt;que eu também tenho um posto &lt;br /&gt;para pousar a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das Lied des Bettlers &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ich gehe immer von Tor zu Tor,  &lt;br /&gt;verregnet und verbrannt;  &lt;br /&gt;auf einmal leg ich mein rechtes Ohr  &lt;br /&gt;in meine rechte Hand.  &lt;br /&gt;Dann kommt mir meine Stimme vor  &lt;br /&gt;als hätt ich sie nie gekannt.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dann weiß ich nicht sicher wer da schreit,  &lt;br /&gt;ich oder irgendwer.  &lt;br /&gt;Ich schreie um eine Kleinigkeit.  &lt;br /&gt;Die Dichter schrein um mehr.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Und endlich mach ich noch mein Gesicht  &lt;br /&gt;mit beiden Augen zu;  &lt;br /&gt;wie's dann in der Hand liegt mit seinem Gewicht  &lt;br /&gt;sieht es fast aus wie Ruh.  &lt;br /&gt;Damit sie nicht meinen ich hätte nicht,  &lt;br /&gt;wohin ich mein Haupt tu.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RILKE, Rainer Maria. In: CAMPOS, Augusto de. &lt;em&gt;Coisas e anjos de Rilke&lt;/em&gt;. São Paulo: Perspectiva, 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-910782570729063663?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/910782570729063663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=910782570729063663' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/910782570729063663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/910782570729063663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/rainer-maria-rilke-das-lied-des.html' title='Rainer Maria Rilke: &quot;Das Lied des Bettlers&quot; / &quot;A canção do mendigo&quot;: trad. de Augusto de Campos'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6076530064605622320</id><published>2009-10-23T21:26:00.009-02:00</published><updated>2009-10-23T21:38:44.733-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Reis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>Fernando Pessoa / Ricardo Reis: "Não consentem os deuses mais que a vida"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consentem os deuses mais que a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consentem os deuses mais que a vida.&lt;br /&gt;Tudo pois refusemos, que nos alce&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp A irrespiráveis píncaros,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp Perenes sem ter flores.&lt;br /&gt;Só de aceitar tenhamos a ciência,&lt;br /&gt;E, enquanto bate o sangue em nossas fontes,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp Nem se engelha connosco&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp O mesmo amor, duremos, &lt;br /&gt;Como vidros, às luzes transparentes&lt;br /&gt;E deixando escorrer a chuva triste,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp Só mornos ao sol quente,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp E reflectindo um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PESSOA, Fernando. "Odes de Ricardo Reis". &lt;em&gt;Obra poética&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Aguilar, 1986.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6076530064605622320?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6076530064605622320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6076530064605622320' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6076530064605622320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6076530064605622320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/fernando-pessoa-ricardo-reis-nao.html' title='Fernando Pessoa / Ricardo Reis: &quot;Não consentem os deuses mais que a vida&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-651137619881129159</id><published>2009-10-20T17:10:00.003-02:00</published><updated>2009-10-21T17:26:58.194-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alex Varella'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lula Wanderley'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adolfo Montejo Navas'/><title type='text'>Lula Wandeley, Adolfo Montejo Navas e Alex Varella: Recital / Mesa Redonda</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/St9gcvtyLlI/AAAAAAAAAQo/i0ifBpcsF9k/s1600-h/Alex01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/St9gcvtyLlI/AAAAAAAAAQo/i0ifBpcsF9k/s400/Alex01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395136925574245970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-651137619881129159?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/651137619881129159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=651137619881129159' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/651137619881129159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/651137619881129159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/lula-wandeley-adolfo-montejo-navas-e.html' title='Lula Wandeley, Adolfo Montejo Navas e Alex Varella: Recital / Mesa Redonda'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/St9gcvtyLlI/AAAAAAAAAQo/i0ifBpcsF9k/s72-c/Alex01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6808603167067238643</id><published>2009-10-20T00:44:00.002-02:00</published><updated>2009-10-20T00:49:13.317-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nelson Ascher'/><title type='text'>Nelson Ascher: "nação de pária"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nação de pária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não que me agrade&lt;br /&gt;gaiola ou grade --&lt;br /&gt;pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que me aguarde&lt;br /&gt;lá dentro um mar de&lt;br /&gt;rosas: meu páreo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é bem este e,&lt;br /&gt;como da peste,&lt;br /&gt;corro por fora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto a esfinge&lt;br /&gt;feroz nem finge&lt;br /&gt;que me devora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém sucede&lt;br /&gt;que, sem parede,&lt;br /&gt;nada me ecoa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem a arbitrária&lt;br /&gt;pátria que, pária,&lt;br /&gt;procuro à toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASCHER, Nelson. &lt;em&gt;Ponta da língua&lt;/em&gt;. São Paulo: Max Limonad, 1983.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6808603167067238643?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6808603167067238643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6808603167067238643' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6808603167067238643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6808603167067238643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/nelson-ascher-nacao-de-paria.html' title='Nelson Ascher: &quot;nação de pária&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-1712900513038240556</id><published>2009-10-18T12:53:00.008-02:00</published><updated>2009-10-18T13:12:13.526-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ONU'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jean-Baptiste Mattei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barack Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Difamação de religiões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CDH'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Organização da Conferência Islâmica'/><title type='text'>A ONU e os direitos humanos</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O seguinte artigo foi publicado na minha coluna da “Ilustrada”, da&lt;/em&gt; Folha de São Paulo, &lt;em&gt;sábado, 17 de outubro, sob o título “O Islã e os direitos humanos”. Ao reler o artigo no jornal, percebi que seu verdadeiro assunto não era refletido por esse título. Alterei-o, por isso, ao postá-lo aqui.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ONU e os direitos humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATÉ POUCO tempo atrás, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), criado há três anos, encontrava-se inteiramente controlado por Estados membros da Organização da Conferência Islâmica. Infinitamente mais preocupados em blindar sua religião contra qualquer crítica do que em proteger os direitos humanos dos seus cidadãos, esses Estados conseguiam, ano após ano, passar resoluções de condenação à "difamação de religiões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática isso significava endossar os atentados constantes de diversos Estados contra o direito humano fundamental da liberdade de expressão. Assim, a crítica a determinadas práticas de fundo religioso - como a execução de apóstatas e homossexuais, a clitorectomia, a lapidação de adúlteras ou a amputação das mãos de ladrões, por exemplo - podia ser enquadrada como "difamação de religiões". Também a perseguição de hereges, de membros de religiões minoritárias ou de ateus pode ser justificada através dessa noção. Em suma, ao condenar a "difamação de religiões", o CDH, por um lado, racionalizava exatamente o desrespeito aos direitos humanos e, por outro lado, inibia qualquer crítica a esse desrespeito: violando, desse modo, o direito humano fundamental à liberdade de opinião e expressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, os direitos humanos são direitos de seres humanos individuais, face ao Estado, às igrejas e, de maneira geral, a todas as instituições e coletividades. Por isso, à medida que qualquer sistema de crenças e comportamentos tradicionais, seja secular, seja religioso, sirva para racionalizar o desrespeito aos direitos dos indivíduos, ele deve ser criticado por violar os direitos humanos. Quanto mais uma ideologia secular ou religiosa se pretender superior à crítica, tanto mais, por isso mesmo, merece crítica. Nada mais absurdo do que tentar converter os direitos humanos no seu oposto, tomando-os como os direitos das religiões face aos - ou melhor, contra os - seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na era Bush, os Estados Unidos, desprezando tanto as Nações Unidas quanto os direitos humanos - pisoteados, por exemplo, em Guatánamo - desdenhavam participar do CDH. Com isso, abandonavam-no, na prática, à Organização da Conferência Islâmica. Neste ano, porém, a secretária de Estado Hillary Clinton anunciou que os Estados Unidos, coerentes com a rejeição da política arrogantemente unilateral de Bush, haviam decidido participar do Conselho, com a esperança de torná-lo melhor. De fato, deve-se dizer que eles conseguiram isso, em certa medida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 27 de março, antes da entrada dos Estados Unidos no Conselho, este passou mais uma resolução de condenação à "difamação de religiões". No dia 2 do corrente mês porém, após intensas negociações em Genebra, os Estados Unidos conseguiram chegar a um compromisso com o Egito, por meio do qual foi tomada uma nova resolução da qual já não consta essa noção. Isso nos lembra, aliás, de que foi no Egito que, em junho, ante os estudantes e professores da Universidade do Cairo, Barack Obama teve a coragem de declarar que o negacionismo do Holocausto é algo "infundado, ignorante e odioso". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a nova resolução represente um progresso considerável - que foi devidamente saudado como tal pelas mais importantes organizações internacionais que defendem a livre expressão, tais como a "Artigo 19" - a verdade é que ainda há um longo caminho a percorrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, embora já não se refira à "difamação de religiões", a nova resolução ainda condena tanto o uso de "estereótipos negativos raciais e religiosos" quanto qualquer defesa de "ódio religioso que constitua incitação à discriminação, hostilidade ou violência". Isso deu margem, por exemplo, a que o paquistanês Zamir Akram, falando em nome da Organização da Conferência Islâmica, condenasse o uso de "estereótipos negativos" não somente em relação a indivíduos mas a sistemas de crenças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando pela União Europeia, o francês Jean-Baptiste Mattei lembrou então que "a lei de direitos humanos não protege nem deve proteger sistemas de crenças. Logo, o que foi dito sobre estereótipos só se aplica a estereótipos de indivíduos, não de ideologias, religiões ou valores abstratos. A União Europeia rejeita e continuará a rejeitar o conceito de difamação de religiões e também rejeita o abuso de religiões ou crenças para a incitação ao ódio. [...] Os Estados não devem tentar interferir no trabalho de jornalistas e devem permitir a independência editorial da mídia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser bom que algo se mova até mesmo lá, onde nada parecia acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-1712900513038240556?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/1712900513038240556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=1712900513038240556' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/1712900513038240556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/1712900513038240556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/onu-e-os-direitos-humanos.html' title='A ONU e os direitos humanos'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6924677887130207605</id><published>2009-10-16T17:35:00.002-03:00</published><updated>2009-10-16T17:37:10.000-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mário Faustino'/><title type='text'>Mário Faustino: "Divisamos assim o adolescente"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divisamos assim o adolescente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divisamos assim o adolescente, &lt;br /&gt;A rir, desnudo, em praias impolutas. &lt;br /&gt;Amado por um fauno sem presente &lt;br /&gt;E sem passado, eternas prostitutas &lt;br /&gt;Velavam por seu sono. Assim, pendente &lt;br /&gt;O rosto sobre um ombro, pelas grutas &lt;br /&gt;Do tempo o contemplamos, refulgente &lt;br /&gt;Segredo de uma concha sem volutas. &lt;br /&gt;Infância e madureza o cortejavam, &lt;br /&gt;Velhice vigilante o protegia. &lt;br /&gt;E loucos e ladrões acalentavam &lt;br /&gt;Seu sono suave, até que um deus fendia &lt;br /&gt;O céu, buscando arrebatá-lo, enquanto &lt;br /&gt;Durasse ainda aquele breve encanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FAUSTINO, Mário. &lt;em&gt;Poesia completa e traduzida.&lt;/em&gt; Org. Benedito Nunes. São Paulo: Max Limonad, 1985.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6924677887130207605?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6924677887130207605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6924677887130207605' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6924677887130207605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6924677887130207605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/mario-faustino-divisamos-assim-o.html' title='Mário Faustino: &quot;Divisamos assim o adolescente&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-4714196798114589857</id><published>2009-10-13T17:12:00.002-03:00</published><updated>2009-10-13T17:16:58.325-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinícius de Moraes'/><title type='text'>Vinícius de Moraes: "Pátria minha"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pátria minha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha pátria é como se não fosse, é íntima &lt;br /&gt;Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo &lt;br /&gt;É minha pátria. Por isso, no exílio&lt;br /&gt;Assistindo dormir meu filho&lt;br /&gt;Choro de saudades de minha pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi: &lt;br /&gt;Não sei. De fato, não sei&lt;br /&gt;Como, por que e quando a minha pátria;&lt;br /&gt;Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água &lt;br /&gt;Que elaboram e liquefazem a minha mágoa &lt;br /&gt;Em longas lágrimas amargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de beijar os olhos de minha pátria&lt;br /&gt;De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...&lt;br /&gt;Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias &lt;br /&gt;De minha pátria, de minha pátria sem sapatos &lt;br /&gt;E sem meias pátria minha&lt;br /&gt;Tão pobrinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho &lt;br /&gt;Pátria, eu semente que nasci do vento&lt;br /&gt;Eu que não vou e não venho, eu que permaneço &lt;br /&gt;Em contato com a dor do tempo, eu elemento &lt;br /&gt;De ligação entre a ação e o pensamento &lt;br /&gt;Eu fio invisível no espaço de todo adeus &lt;br /&gt;Eu, o sem Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho-te no entanto em mim como um gemido &lt;br /&gt;De flor; tenho-te como um amor morrido &lt;br /&gt;A quem se jurou; tenho-te como una fé&lt;br /&gt;Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito &lt;br /&gt;Nesta sala estrangeira com lareira&lt;br /&gt;E sem pé-direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra &lt;br /&gt;Quando tudo passou a ser infinito e nada terra&lt;br /&gt;E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu &lt;br /&gt;Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz &lt;br /&gt;À espera de ver surgir a Cruz do Sul&lt;br /&gt;Que eu sabia, mas amanheceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte de mel, bicho triste, pátria minha &lt;br /&gt;Amada, idolatrada, salve, salve! &lt;br /&gt;Que mais doce esperança acorrentada &lt;br /&gt;O não poder dizer-te: aguarda... &lt;br /&gt;Não tardo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero rever-te, pátria minha, e para &lt;br /&gt;Rever-te me esqueci de tudo &lt;br /&gt;Fui cego, estropiado, surdo, mudo &lt;br /&gt;Vi minha humilde morte cara a cara &lt;br /&gt;Rasguei poemas, mulheres, horizontes &lt;br /&gt;Fiquei simples, sem fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta &lt;br /&gt;Lábaro não; a minha pátria é desolação&lt;br /&gt;De caminhos, a minha pátria é terra sedenta&lt;br /&gt;E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular &lt;br /&gt;Que bebe nuvem, come terra&lt;br /&gt;E urina mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a mais garrida a minha pátria tem&lt;br /&gt;Uma quentura, um querer bem, um bem &lt;br /&gt;Um libertas quae sera tamen &lt;br /&gt;Que um dia traduzi num exame escrito: &lt;br /&gt;"Liberta que serás também" &lt;br /&gt;E repito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa &lt;br /&gt;Que brinca em teus cabelos e te alisa&lt;br /&gt;Pátria minha, e perfuma o teu chão... &lt;br /&gt;Que vontade me vem de adormecer-me &lt;br /&gt;Entre teus doces montes, pátria minha &lt;br /&gt;Atento à fome em tuas entranhas &lt;br /&gt;E ao batuque em teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te direi o nome, pátria minha&lt;br /&gt;Teu nome é pátria amada, é patriazinha &lt;br /&gt;Não rima com mãe gentil&lt;br /&gt;Vives em mim como uma filha, que és &lt;br /&gt;Uma ilha de ternura: a Ilha&lt;br /&gt;Brasil, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chamarei a amiga cotovia&lt;br /&gt;E pedirei que peça ao rouxinol do dia &lt;br /&gt;Que peça ao sabiá&lt;br /&gt;Para levar-te presto este avigrama:&lt;br /&gt;"Pátria minha, saudades de quem te ama... &lt;br /&gt;Vinícius de Moraes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORAES, Vinícius de. &lt;em&gt;Nova antologia poética&lt;/em&gt;. Seleção e organização Antonio Cicero, Eucanaã Ferraz. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-4714196798114589857?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/4714196798114589857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=4714196798114589857' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/4714196798114589857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/4714196798114589857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/vinicius-de-moraes-patria-minha.html' title='Vinícius de Moraes: &quot;Pátria minha&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-7235109416313661060</id><published>2009-10-12T11:30:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T11:41:12.114-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Emilio Pacheco'/><title type='text'>José Emilio Pacheco: "Alta traición"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alta traición&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amo mi patria.&lt;br /&gt;Su fulgor abstracto&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp es inasible.&lt;br /&gt;Pero (aunque suene mal)&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp daría la vida&lt;br /&gt;por diez lugares suyos,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp cierta gente,&lt;br /&gt;puertos, bosques de pinos,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp fortalezas,&lt;br /&gt;una ciudad deshecha,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp gris, monstruosa,&lt;br /&gt;varias figuras de su historia,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp montañas&lt;br /&gt;-- y tres o cuatro ríos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alta traição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não amo minha pátria.&lt;br /&gt;Seu fulgor abstrato&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp é intangível.&lt;br /&gt;Porém (embora soe mal)&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp daria a vida&lt;br /&gt;por dez lugares seus,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp certa gente,&lt;br /&gt;portos, bosques de pinhos,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp fortalezas,&lt;br /&gt;uma cidade desfeita,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp gris, mostruosa,&lt;br /&gt;várias figuras de sua história,&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp montanhas&lt;br /&gt;-- e três ou quatro rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PACHECO, José Emilio. &lt;em&gt;Islas a la deriva&lt;/em&gt;. México: Siglo Veintiuno Editores, 1076.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-7235109416313661060?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/7235109416313661060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=7235109416313661060' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/7235109416313661060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/7235109416313661060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/jose-emilio-pacheco-alta-traicion.html' title='José Emilio Pacheco: &quot;Alta traición&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-3391190445866438886</id><published>2009-10-11T13:43:00.002-03:00</published><updated>2009-10-11T13:50:55.629-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Nogueira'/><title type='text'>Os ilhéus</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouçam meu poema "Os ilhéus", na voz de Arthur Nogueira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="50" width="330" align="middle" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8731"&gt;&lt;param name="_cy" value="1323"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed_audio2.swf?mediaId=349869"&gt;&lt;param name="Src" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed_audio2.swf?mediaId=349869"&gt;&lt;param name="WMode" value="Transparent"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value="sameDomain"&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://storage.mais.uol.com.br/embed_audio2.swf?mediaId=349869" quality="high" width="330" height="50" swliveconnect="true" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ilhéus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sombra pode vir do céu,&lt;br /&gt;imponderável como as nuvens&lt;br /&gt;e cair no dia feito um véu&lt;br /&gt;ou a tampa de um ataúde.&lt;br /&gt;E nada impede que se afundem&lt;br /&gt;neo-Atlântidas e arranha-céus&lt;br /&gt;ou que nossas cidades-luzes&lt;br /&gt;submersas se tornem mausoléus.&lt;br /&gt;Em arquipélagos, os ilhéus&lt;br /&gt;pisarão ruínas ao lume&lt;br /&gt;do mar, maravilhados e incréus&lt;br /&gt;e devotados a insolúveis&lt;br /&gt;questões, espuma, areia, fúteis&lt;br /&gt;e ardentes caminhadas ao léu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CICERO, Antonio. &lt;em&gt;A cidade e os livros&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Record, 2002, e Póvoa de Varzim: Quasi, 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-3391190445866438886?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/3391190445866438886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=3391190445866438886' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/3391190445866438886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/3391190445866438886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/os-ilheus.html' title='Os ilhéus'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-5214008625737607226</id><published>2009-10-10T17:29:00.006-03:00</published><updated>2009-10-13T15:34:20.774-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Victor Colonna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Victor Colonna: "Anti-Ícaro"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anti-Ícaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se foi voo&lt;br /&gt;Ou queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abismo me encontrou&lt;br /&gt;Quando pus os pés no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejei estrelas&lt;br /&gt;Nem derreti as asas&lt;br /&gt;Ao procurar o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caí sem ter subido aos céus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esse belo poema se encontra no livro&lt;/em&gt; Cabeça, tronco e versos, &lt;em&gt;que o poeta Victor Colonna estará lançando no dia 13/10, às 20h, no sebo Baratos da Ribeiro, à Rua Barata Ribeiro 354, em Copacabana, no Rio de Janeiro.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-5214008625737607226?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/5214008625737607226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=5214008625737607226' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/5214008625737607226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/5214008625737607226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/victor-colonna-anti-icaro.html' title='Victor Colonna: &quot;Anti-Ícaro&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-8202202089846048297</id><published>2009-10-07T01:29:00.006-03:00</published><updated>2009-10-07T09:34:46.595-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alex Varella'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ângela Melim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cláudia Roquette-Pinto'/><title type='text'>Mesa redonda no centro Hélio Oiticica</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/SsyK201ozbI/AAAAAAAAAQY/_CGVHUyBwM8/s1600-h/Alex01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/SsyK201ozbI/AAAAAAAAAQY/_CGVHUyBwM8/s400/Alex01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389835528556826034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-8202202089846048297?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/8202202089846048297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=8202202089846048297' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/8202202089846048297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/8202202089846048297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/mesa-redonda-no-centro-helio-oiticica.html' title='Mesa redonda no centro Hélio Oiticica'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/SsyK201ozbI/AAAAAAAAAQY/_CGVHUyBwM8/s72-c/Alex01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-4008285584407523620</id><published>2009-10-07T01:26:00.002-03:00</published><updated>2009-10-07T01:29:12.349-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alex Varella'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Alex Varella: "Extravio"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXTRAVIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caibo inteiro na minha linguagem&lt;br /&gt;assim como não caibo em minha imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me importa o mundo mudo,&lt;br /&gt;se é lógico, se é lindo ou se é de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No extravio de viagem que é a minha linguagem&lt;br /&gt;eu não falo do ser: eu faço ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-4008285584407523620?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/4008285584407523620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=4008285584407523620' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/4008285584407523620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/4008285584407523620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/alex-varella-extravio.html' title='Alex Varella: &quot;Extravio&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-3485801708095521057</id><published>2009-10-06T00:12:00.004-03:00</published><updated>2009-10-06T00:25:38.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='William Agel de Melo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Federico García Lorca'/><title type='text'>Federico García Lorca: "Cancion tonta" / "Canção tola": trad. William Agel de Melo</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cancíón tonta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamá. &lt;br /&gt;Yo quiero ser de plata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Hijo,&lt;br /&gt;tendrás mucho frío.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Mamá.&lt;br /&gt;Yo quiero ser de agua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Hijo, &lt;br /&gt;tendrás mucho frío.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Mamá.&lt;br /&gt;Bórdame en tu almohada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp ¡Eso sí!&lt;br /&gt;¡Ahora mismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canção tola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe.&lt;br /&gt;Eu quero ser de prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Filho,&lt;br /&gt;terás muito frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Mamãe.&lt;br /&gt;Eu quero ser de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Filho,&lt;br /&gt;terás muito frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Mamãe.&lt;br /&gt;Borda-me em tua almofada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp Isso sim!&lt;br /&gt;Agora mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GARCIA LORCA, Federico. "Canciones". &lt;em&gt;Obra poética completa&lt;/em&gt;. Trad. William Agel de Melo. Brasília: Ed. Universidade de Brasília. São Paulo: Martins Fontes, 1989.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-3485801708095521057?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/3485801708095521057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=3485801708095521057' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/3485801708095521057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/3485801708095521057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/federico-garcia-lorca-cancion-tonta.html' title='Federico García Lorca: &quot;Cancion tonta&quot; / &quot;Canção tola&quot;: trad. William Agel de Melo'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-2874377322531227833</id><published>2009-10-04T08:50:00.005-03:00</published><updated>2009-10-04T08:58:31.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adriano Nunes'/><title type='text'>Adriano Nunes: "Dez para dez"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez para dez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp&amp;nbsp&amp;nbsp&amp;nbsp&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;para Antonio Cicero&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez para dez. Talvez,&lt;br /&gt;Baco apareça aqui,&lt;br /&gt;No bar. Sem timidez,&lt;br /&gt;Prove do vinho. A qui-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mera mágica é ver-&lt;br /&gt;Ter tudo em bel prazer,&lt;br /&gt;Em vertigem, em ver-&lt;br /&gt;So, pra satisfazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo antes de ser&lt;br /&gt;lançado à dor, ao pó&lt;br /&gt;Das horas, desse nó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mesmo vai ser?&lt;br /&gt;E de nada se ser-&lt;br /&gt;Ve. O tempo passa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriano Nunes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-2874377322531227833?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/2874377322531227833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=2874377322531227833' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/2874377322531227833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/2874377322531227833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/adriano-nunes-dez-para-dez.html' title='Adriano Nunes: &quot;Dez para dez&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-2946985214740127334</id><published>2009-10-03T09:29:00.018-03:00</published><updated>2009-10-05T10:33:34.059-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Socialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alain Badiou'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo de Tarso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Friedrich Engels'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hipótese comunista'/><title type='text'>A ressurreição do apóstolo Paulo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ao escrever o artigo que saiu hoje publicado na minha coluna da “Ilustrada”, da&lt;/em&gt; Folha de São Paulo, &lt;em&gt;acabei por fazê-lo muito maior do que o espaço que me é reservado. Normalmente, quando isso acontece, edito o artigo, para que caiba no espaço disponível, sem perder o essencial do seu argumento. Foi o que tentei fazer com o artigo de hoje. Ao relê-lo no jornal, porém, achei que o resultado deixa a desejar: que carece de clareza e precisão. Por isso, excepcionalmente, publico aqui o artigo na sua versão – mais longa – original.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição do apóstolo Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁ POUCOS meses, o papa Bento 16 anunciou que haviam sido encontrados os restos mortais do apóstolo Paulo. Nesse ponto, Ratzinger estava atrasado. Em alguns círculos de esquerda, esse apóstolo já havia sido ressuscitado há algum tempo. Basta lembrar o livro de Alain Badiou, de 1997 ("São Paulo: a Fundação do Universalismo"), o de Giorgio Agamben, de 2000 ("O Tempo que Resta: Comentário à Carta aos Romanos"), a reedição, em 1993, do livro de Jacob Taubes ("A Teologia Política de Paulo") e as muitas páginas que Slavoj Zizek tem ultimamente dedicado a esse apóstolo (por exemplo, em "O Absoluto Frágil").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, nenhum leitor das invectivas de Paulo contra a filosofia e a racionalidade (por exemplo, em 1Co 1:19-27 e 3:18-20, e Ro 1:21-22) pode ignorar que ele foi um dos fundadores do irracionalismo cristão. De fato, esses escritores me parecem ser atraídos exatamente pelo irracionalismo de Paulo. Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideremos Badiou. Recentemente, ele tem escrito (por exemplo, na "Revista Piauí" de agosto de 2007), sobre a "hipótese comunista". Basicamente, esta consistiria na suposição de que seja possível eliminar a desigualdade das riquezas, a divisão de trabalho e o aparelho de Estado coercitivo, militar e policial, separado da sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, não sei se é mesmo possível &lt;em&gt;eliminar &lt;/em&gt;a desigualdade ou o aparelho de Estado. Entretanto, Badiou diz também que essa "hipótese" é "uma ideia com função reguladora, e não um programa". Se isso significa que quem adota a "hipótese comunista" é aquele que orienta suas ações políticas no sentido de, entre outras coisas, promover a diminuição da desigualdade das riquezas, flexibilizar a divisão do trabalho e diminuir a necessidade do Estado coercitivo, então ela pode ser aceita por um reformista radical, como eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badiou porém, longe de se considerar um reformista, pretende ser um revolucionário. Assim também creio serem quase todos os entusiastas da “hipótese comunista”. O que querem é uma revolução que, mais ou menos rapidamente, destrua o capitalismo  e construa o comunismo, isto é, que rapidamente, como foi dito, elimine a desigualdade das riquezas, a divisão de trabalho e o aparelho de Estado coercitivo, militar e policial, separado da sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, desconfio que nenhum desses revolucionários saberia dizer exatamente como se daria tal superação do capitalismo. Não ignoro que, se questionados, certamente falariam em “socialismo”. Concretamente, porém, que poderia significar para eles tal palavra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu socialismo certamente nada teria a ver com a social-democracia, pois esta, sendo compatível com o capitalismo, não representa sua superação. Tratar-se-ia então do socialismo como a estatização dos meios de produção, tal como se proclamou, por exemplo, na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível identificar  a estatização com o socialismo? Friedrich Engels diria que não, pois afirmava que “quanto mais forças produtivas o Estado moderno passa a possuir, quanto mais se torna um capitalista total real, tantos mais cidadãos ele explora. Os trabalhadores continuam assalariados, proletários. Longe de ser superada, a relação capitalista chega ao auge”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Engels, portanto, a propriedade estatal não era a solução. No máximo, ela podia ser usada como um meio para se chegar mais perto da solução. E qual seria essa, segundo ele? Que a sociedade, aberta e diretamente, tomasse posse das forças produtivas. Note-se bem: a propriedade estatal dos meios de produção, consistindo na manifestação extrema de uma relação de produção capitalista, está longe de ser a posse social dos mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os revolucionários russos não pensaram assim. Tomando a estatização da economia sob a ditadura do Partido Comunista, pretenso representante do proletariado, como a constituição do “modo de produção socialista” (que seria o primeiro passo para o comunismo), supuseram que já haviam deixado para trás o modo de produção capitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato, porém, é que a própria extinção da URSS e o caráter selvagem e mafioso do capitalismo que hoje vigora na Russia se encarregaram de desmentir essa pretensão. Em obra recente, Badiou comenta que “sob a forma do Partido-Estado, experimentou-se uma forma inédita de Estado autoritário e mesmo terrorista, de todo modo muito separado da vida das pessoas”. E conclui: “O princípio da estatização era em si mesmo viciado e por fim ineficaz. O exercício de uma violência policial extrema e sangrenta não conseguiu salvá-lo de sua inércia burocrática interna e, na competição feroz que lhe impuseram seus adversários, não foram precisos mais de cinquenta anos para mostrar que ele jamais venceria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Cultural Chinesa é por Badiou entendida como uma tentativa de mobilizar as massas contra o estabelecimento de uma situação semelhante, na China. Seu líder, Mao Tse-tung, chegou a dizer: “Não se sabe onde está a burguesia? Mas ela está no Partido Comunista!” Como, porém, as “massas” são necessariamente plurais, particulares, instáveis e manobráveis, o fato é que, na época moderna, qualquer “democracia direta” não pode passar de uma quimera. Não admira, portanto, que a Revolução Cultural se tenha tornado extremamente caótica e violenta, de modo que, por fim, tenha sido necessário, como diz Badiou, “restabelecer a ordem nas piores condições”. O resultado é que impera hoje na China o mais brutal capitalismo, tanto estatal quanto privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é portanto que, como nem a centralização, sob a égide do Partido, nem a mobilização das massas logram superar o capitalismo, não se sabe – jamais se soube – como se daria tal superação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um famoso hino alemão oriental dizia: “&lt;em&gt;Die Partei hat immer Recht&lt;/em&gt;”, isto é, "o Partido sempre está certo". Tal secularização do pensamento religioso constitui o ápice do irracionalismo e acabou por produzir incalculável sofrimento. As terríveis experiências do século 20 apenas confirmam empiricamente algo que, por direito, já se sabe desde a Ilustração: nem a Igreja, nem a Bíblia, nem o Partido, nem o líder genial, nem as massas, ninguém é capaz de sempre estar certo. Nada está acima de ser criticado. Por isso, a sociedade aberta, os direitos humanos, a livre expressão do pensamento, a maximização da liberdade individual compatível com a existência da sociedade, a autonomia da arte e da ciência etc. são exigências inegociáveis da crítica, isto é, da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não há por que pensar que não seja possível, mesmo nos marcos de uma sociedade aberta, promover a diminuição da desigualdade das riquezas, flexibilizar a divisão do trabalho e diminuir a necessidade do Estado coercitivo. Uma das provas de que as coisas podem melhorar é hoje a própria experiência brasileira, nos últimos quinze anos de governos democráticos de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, naturalmente, os seguidores do apóstolo Paulo não pensam assim. Apesar de reconhecer que "o marxismo, o movimento operário, a democracia de massas, o leninismo, o Partido do proletariado, o Estado socialista, todas essas invenções notáveis do século 20 não nos são mais realmente úteis", Badiou prefere crer na Revolução do que na razão. Para ele, a Revolução Francesa abrira um primeiro período revolucionário; a Revolução Russa, um segundo. Aguardando o próximo, ele confessa: "Não estou em condições de dizer com certeza o que é a essência do terceiro período revolucionário que vai se abrir". Ele tem certeza de que ocorrerá algo decisivo no terceiro – note-se bem a mística do numero – período revolucionário, embora não saiba o que será. Em suma, adota um estilo escatológico, sem nada dizer. Por que isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ele é “revolucionário”, ou melhor, apocalíptico. Badiou rejeita a democracia parlamentar porque quer rejeitar em bloco a sociedade aberta em que vive: “A hipótese comunista”, afirma, “não coincide de maneira nenhuma com a hipótese democrática”. Se como dissemos, a sociedade aberta é uma exigência inegociável da crítica, isto é, da razão, então, embora não o confesse literalmente, é a razão que, no fundo Badiou tenciona relativizar. “Há algo no devir de uma verdade”, afirma ele, “que ultrapassa as possibilidades estritas da mente humana”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui entra o apóstolo Paulo. Embora a racionalidade clássica considerasse irracionalistas as teses de Paulo, estas, segundo Badiou, constituíram um "acontecimento" que superou aquela, inaugurando um novo tipo de universalismo e de verdade. “Todo procedimento de verdade”, diz ele, “rompe com o princípio axiomático que governa a situação e organiza a sua série repetitiva. Um procedimento de verdade interrompe a repetição e não pode portanto ser sustentado pela permanência abstrata própria à unidade da conta, subtraída da conta”. Ou seja, o “procedimento de verdade” é incomensurável com o que, antes da sua instauração, passa por verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Badiou, o conhecimento (&lt;em&gt;savoir&lt;/em&gt;), pertencente à ordem do Ser, opõe-se à verdade, manifesta em acontecimentos que não pertencem à ordem do ser, mas surgem &lt;em&gt;ex nihilo&lt;/em&gt;, à maneira de milagres. Para Slavoj Zizek, também entusiasta de Paulo, "Badiou está inteiramente justificado ao insistir que -- usando o termo com seu peso teológico integral -- milagres ocorrem sim". A verdade milagrosa é singular, pois não poder ser classificada em gênero nenhum; universal, pois ultrapassa todas as particularidades acessíveis ao conhecimento; e axiomática, pois transcende tudo o que pode ser provado ou demonstrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badiou pensa que a verdade só é discernível pelos membros da nova comunidade de crentes. A rigor, ela não passa, portanto, de uma crença. Comentando -- e aprovando -- tais teses, Zizek especula que a verdadeira fidelidade ao acontecimento é 'dogmática' no sentido preciso de fé incondicional, de uma atitude que não procura boas razões e que, por essa razão mesma, não pode ser refutada por nenhuma 'argumentação'". Ora, ocorre que aquilo que não pode ser refutado por nenhum argumento é exatamente o irracional. Em suma, trata-se aqui do mais puro irracionalismo religioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo, podemos nos perguntar qual é o procedimento de verdade que autoriza Badiou a afirmar suas teses. Certamente não pode ser o que ainda não foi instaurado; e como poderia ser o que vigora contemporaneamente, se este é objeto constante do seu escárnio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que – como aliás convém a quem, como bom discípulo de Paulo de Tarso, literalmente exalta as três virtudes teologais – Badiou sustenta suas teses exclusivamente na fé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-2946985214740127334?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/2946985214740127334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=2946985214740127334' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/2946985214740127334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/2946985214740127334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/10/ressurreicao-do-apostolo-paulo.html' title='A ressurreição do apóstolo Paulo'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6283773846367492378</id><published>2009-09-30T11:00:00.003-03:00</published><updated>2009-09-30T11:07:03.726-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='William Carlos Williams'/><title type='text'>William Carlos Williams: "This is just to say" / "Isto é só para dizer"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é só para dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comi &lt;br /&gt;as ameixas&lt;br /&gt;que estavam&lt;br /&gt;na geladeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as quais &lt;br /&gt;você decerto&lt;br /&gt;guardara&lt;br /&gt;para o desjejum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe-me&lt;br /&gt;estavam deliciosas&lt;br /&gt;tão doces&lt;br /&gt;e tão frias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is just to say&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have eaten&lt;br /&gt;the plums&lt;br /&gt;that were in&lt;br /&gt;the icebox&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and which&lt;br /&gt;you were probably&lt;br /&gt;saving&lt;br /&gt;for breakfast&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forgive me&lt;br /&gt;they were delicious&lt;br /&gt;so sweet&lt;br /&gt;and so cold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WILLIAMS, William Carlos. &lt;em&gt;The collected poems of&lt;/em&gt;, v.1. New York: A New Directions Book, 1986.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6283773846367492378?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6283773846367492378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6283773846367492378' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6283773846367492378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6283773846367492378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/09/william-carlos-williams-this-is-just-to.html' title='William Carlos Williams: &quot;This is just to say&quot; / &quot;Isto é só para dizer&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6213480964103882241</id><published>2009-09-29T10:59:00.002-03:00</published><updated>2009-09-29T11:01:25.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gastão Cruz'/><title type='text'>Gastão Cruz: "A moeda do tempo"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moeda do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distraí-me e já tu ali não estavas&lt;br /&gt;vendeste ao tempo a glória do início&lt;br /&gt;e na mão recebeste a moeda fria&lt;br /&gt;com que o tempo pagou a tua entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRUZ, Gastão. &lt;em&gt;A moeda do tempo&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6213480964103882241?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6213480964103882241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6213480964103882241' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6213480964103882241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6213480964103882241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/09/gastao-cruz-moeda-do-tempo.html' title='Gastão Cruz: &quot;A moeda do tempo&quot;'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-3054384979566688950</id><published>2009-09-26T20:20:00.008-03:00</published><updated>2009-09-27T11:43:35.097-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nelson Ascher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e.e.cummings'/><title type='text'>e.e.cummings: "my sweet old etcetera" / "minha boa e velha coisa e tal": trad. de Nelson Ascher</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;my sweet old etcetera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;my sweet old etcetera&lt;br /&gt;aunt lucy during the recent &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;war could and what&lt;br /&gt;is more did tell you just&lt;br /&gt;what everybody was fighting &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;for,&lt;br /&gt;my sister &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel created hundreds&lt;br /&gt;(and&lt;br /&gt;hundreds)of socks not to&lt;br /&gt;mention shirts fleaproof earwarmers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;etcetera wristers etcetera, my&lt;br /&gt;mother hoped that &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i would die etcetera&lt;br /&gt;bravely of course my father used&lt;br /&gt;to become hoarse talking about how it was&lt;br /&gt;a privilege and if only he&lt;br /&gt;could meanwhile my &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;self etcetera lay quietly&lt;br /&gt;in the deep mud et &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cetera&lt;br /&gt;(dreaming,&lt;br /&gt;et&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp cetera, of&lt;br /&gt;Your smile&lt;br /&gt;eyes knees and of your Etcetera) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;minha boa e velha coisa e tal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha boa e velha coisa e tal&lt;br /&gt;tia lúcia durante a última guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era capaz de dizer e dizia &lt;br /&gt;aliás na cara exatamente&lt;br /&gt;o quê se combatia e por&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quê,&lt;br /&gt;minha irmã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isabel produziu centenas&lt;br /&gt;(mais&lt;br /&gt;centenas) de meias sem falar de&lt;br /&gt;camisas de tapa-ouvidos à prova de pulgas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coisa punhos e tal, minha&lt;br /&gt;mãe torcia para que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu morresse corajosa coisa &lt;br /&gt;e talmente é claro meu pai ficava&lt;br /&gt;rouco de tanto repetir que honra que&lt;br /&gt;era e que se ele próprio ainda&lt;br /&gt;pudesse entrementes eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coisa e tal mesmo jazia calado&lt;br /&gt;bem no fundo da coisa e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tal lama &lt;br /&gt;(sonhando,&lt;br /&gt;coisa&lt;br /&gt;&amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp &amp;nbsp e tal, com&lt;br /&gt;Teu sorriso&lt;br /&gt;olhos joelhos e com tua Coisa e tal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução de Nelson Ascher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cummmings, e.e. &lt;em&gt;Complete poems&lt;/em&gt;. New York: HBJ, 1979.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-3054384979566688950?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/3054384979566688950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=3054384979566688950' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/3054384979566688950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/3054384979566688950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/09/eecummings-my-sweet-old-etcetera-minha.html' title='e.e.cummings: &quot;my sweet old etcetera&quot; / &quot;minha boa e velha coisa e tal&quot;: trad. de Nelson Ascher'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4784026675001070232.post-6625549891508054921</id><published>2009-09-22T17:45:00.002-03:00</published><updated>2009-09-22T17:51:41.613-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eucanaã Ferraz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gastão Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Júlio Castañon'/><title type='text'>Lançamento de "A moeda do tempo", de Gastão Cruz</title><content type='html'>O belíssimo livro &lt;em&gt;A moeda do tempo&lt;/em&gt;, do poeta Gastão Cruz, será lançado no dia 25, sexta-feira, às 18 horas, na Fundação Casa de Rui Barbosa. Eis o convite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/Srk32zhWESI/AAAAAAAAAQQ/KgY99fBVbuQ/s1600-h/convite+a+moeda+do+tempo+v1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/Srk32zhWESI/AAAAAAAAAQQ/KgY99fBVbuQ/s400/convite+a+moeda+do+tempo+v1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384396244180668706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4784026675001070232-6625549891508054921?l=antoniocicero.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://antoniocicero.blogspot.com/feeds/6625549891508054921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4784026675001070232&amp;postID=6625549891508054921' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6625549891508054921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4784026675001070232/posts/default/6625549891508054921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://antoniocicero.blogspot.com/2009/09/lancamento-de-moeda-do-tempo-de-gastao.html' title='Lançamento de &quot;A moeda do tempo&quot;, de Gastão Cruz'/><author><name>Antonio Cicero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08406801344082785883'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-deMAVHkwdo/Srk32zhWESI/AAAAAAAAAQQ/KgY99fBVbuQ/s72-c/convite+a+moeda+do+tempo+v1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry></feed>