EXTRAVIO
Eu caibo inteiro na minha linguagem
assim como não caibo em minha imagem.
Nada me importa o mundo mudo,
se é lógico, se é lindo ou se é de fato.
No extravio de viagem que é a minha linguagem
eu não falo do ser: eu faço ser.
BLOG DE ANTONIO CICERO: poesia, arte, filosofia, crítica, literatura, política
6 comentários:
adorei. :)
Muito massa!
Avante, Cícero, Kabiecile!
porra, que maravilha, que achado, que mira certeira!!
porque, no fundo no fundo, com a linguagem, nunca "falamos do"; sempre "fazemos o".
SENSACIONAL!!
beijú!!
Cicero,
Perfeito!
Grande abraço,
Adriano Nunes.
Cicero,
Um novo poema:
"Para um amor perdido"
Tentei de tudo, juro.
Forjei todo o futuro,
Suportei ser quem sou,
Mas nada adiantou
Mesmo. Ameaça, morte
Simulada, sem sorte.
Nem praga, prece, pranto.
Tudo tramei. No entanto,
A vida estava ao fim
Chegando, quando, em mim,
Acendeu-se outra chama.
Mania de quem ama
Querer ganhar o mundo,
Mudá-lo em um segundo!
Abração,
Adriano Nunes.
Cicero,
Um novo poema:
"Suave Coisa" (Para Mariana)
Aqui, toda coisa é certa
Medida, de peso. A métrica
Risca a rima e tudo arrisca,
Até mesmo a vida flerta.
A natureza de um verso
É sempre farsa. Só dura
O sonho. Talvez, loucura
Seja ver do modo inverso
Ou tecer o avesso em tédio,
Entre as tramas. Termo médio,
Nosso tempo, uma equação
Que se dá no coração:
As coisas são como são
E não há nenhum remédio!
Grande abraço,
Adriano Nunes
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