7.10.09

Alex Varella: "Extravio"



EXTRAVIO


Eu caibo inteiro na minha linguagem
assim como não caibo em minha imagem.

Nada me importa o mundo mudo,
se é lógico, se é lindo ou se é de fato.

No extravio de viagem que é a minha linguagem
eu não falo do ser: eu faço ser.



6 comentários:

mary disse...

adorei. :)

EDSON DA BAHIA disse...

Muito massa!
Avante, Cícero, Kabiecile!

paulinho (paulo sabino) disse...

porra, que maravilha, que achado, que mira certeira!!

porque, no fundo no fundo, com a linguagem, nunca "falamos do"; sempre "fazemos o".

SENSACIONAL!!

beijú!!

ADRIANO NUNES disse...

Cicero,


Perfeito!


Grande abraço,
Adriano Nunes.

ADRIANO NUNES disse...

Cicero,

Um novo poema:


"Para um amor perdido"



Tentei de tudo, juro.
Forjei todo o futuro,
Suportei ser quem sou,
Mas nada adiantou


Mesmo. Ameaça, morte
Simulada, sem sorte.
Nem praga, prece, pranto.
Tudo tramei. No entanto,


A vida estava ao fim
Chegando, quando, em mim,
Acendeu-se outra chama.


Mania de quem ama
Querer ganhar o mundo,
Mudá-lo em um segundo!



Abração,
Adriano Nunes.

ADRIANO NUNES disse...

Cicero,


Um novo poema:


"Suave Coisa" (Para Mariana)




Aqui, toda coisa é certa
Medida, de peso. A métrica
Risca a rima e tudo arrisca,
Até mesmo a vida flerta.

A natureza de um verso
É sempre farsa. Só dura
O sonho. Talvez, loucura
Seja ver do modo inverso

Ou tecer o avesso em tédio,
Entre as tramas. Termo médio,
Nosso tempo, uma equação

Que se dá no coração:
As coisas são como são
E não há nenhum remédio!


Grande abraço,
Adriano Nunes