11.6.15

Emily Dickinson: "I'm nobody", 11 / "Não sou ninguém", 11: trad. Augusto de Campos




11

Não sou Ninguém! Quem é você?
Ninguém – Também?
Então somos um par?
Não conte! Podem espalhar!

Que triste – ser –  Alguém!
Que pública – a Fama –
Dizer seu nome – como a Rã –
Para as palmas da Lama!


11

I’m Nobody! Who are you?
Are you – Nobody – too?
Then there’s a pair of us!
Don’t tell! they’d advertise – you know!

How dreary – to be – Somebody!
How public – like a Frog –
To tell one’s name – the livelong June –
To an admiring Bog!




DICKINSON, Emily. Não sou ninguém. Poemas. Trad. de Augusto de Campos. Campinas: Unicamp, 2008.

Um comentário:

Sílvia Araújo Motta Araújo Motta disse...

Emily Dickinson.Poema-Filosófico.Parabéns!Fiz uma TROVA para VOCÊ:
-1-SÓCRATES sempre dizia,
-2-e PESSOA completou:
-3--[Nada sei...] e afirmaria:
-4-Eu só sei que [Nada sou.]
Silvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil,17-6-2015,às 12:06h