13.9.08

Ungaretti: "San Martino del Carso" / Tradução de Sérgio Wax

San Martino del Carso
Valloncello dell'Albero Isolato il 27 agosto 1916

Di queste case
non è rimasto
che qualche
brandello di muro

Di tanti
che mi corrispondevano
non è rimasto
neppure tanto

Ma nel cuore
nessuna croce manca

È il mio cuore
il paese più straziato



SAN MARTINO DEL CARSO
Valloneello dell'Albero Isolato, 27 de agosto 1916

Destas casas
sobraram apenas
alguns
farrapos de muro

De tantos
que me correspondiam
não sobrou
nem este pouco

Mas no coração
nenhuma cruz falta

É o meu coração
a aldeia mais dilacerada




De: UNGARETTI, Giuseppe. "O porto sepulto". In: A alegria / L'allegria. Edição bilíngüe. Trad. de Sérgio Wax. Belém: Cejup, 1992.

6 comentários:

QUEFAÇOCOMOQUENÃOFAÇO disse...

AMADO CÍCERO,

São os nossos corações que ficam violentamente iluminados depois que visitam o seu blog: como se cada sístole e cada diástole fossem só movimentos de busca e contemplação...

Belíssima poesia!


ADRIANO NUNES, MACEIÓ/AL.

carloseduardo disse...

Prezado Cicero,

Que coincidência incrível!
Não é que esta semana eu andei espontaneamente tentando traduzir aquele desafiador poema do Ungaretti, "Manhã".
Na minha tradução, eu busquei preservar o movimento prosódico do original. Decidi, portanto, dispensar a palavra ilumino, de modo que a tradução acaba desprezando apenas o vínculo de semelhança morfológica que existe entre ilumino e imenso.
Eis a solução encontrada:

"Manhã"

Meu lume me é
imenso

Grande abraço,
Carlos Eduardo

QUEFAÇOCOMOQUENÃOFAÇO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
QUEFAÇOCOMOQUENÃOFAÇO disse...
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QUEFAÇOCOMOQUENÃOFAÇO disse...
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Pax disse...

Lindo o poema do Ungaretti.

Não conhecia.