Que lindo! Veio, de imediato, o seu poema/letra "Bagatelas" à mente: " O inesperado quer chegar, eu deixo"
Um poema novo que fiz para você:
"Ego" - Para Antonio Cicero.
Eu quando com ela, soma. Eu quando com ele, soma. Eu quando com eles, soma. Eu quando convosco, soma. Eu quando com todos, soma. Eu quando contigo, soma. Eu quando comigo, sumo.
Eu quando com ela, somos. Eu quando com ele, somos. Eu quando com eles, somos. Eu quando convosco, somos. Eu quando com tudo, somos. Eu quando contigo, somos. Eu quando sozinho, só
Conhecia estas duas outras traduções: "Se não esperar o inesperado não se descobrirá, sendo indescobrível e inacessível" (Trad: José Cavalcante de Souza. Pré-Socráticos. Ed. Nova Cultural.1996)
"Se não esperar, o inesperado ele não encontrará, pois é inencontrável e inviável" (Trad: Donaldo Schüler. Heráclito e seu dis(curso). L&PM. 2000.)
Achei bonito o final do comentário que D. Schüler fez sobre o fragmento: (...)"Se o encontro com o esperado se consumasse, os caminhos se apagariam, secariam os rios que navegamos e que nos atravessam, perderíamos sem recurso os cursos e dormiríamos embalados no silêncio das origens."
Temo o acaso, paranóico peço a Deus que me evite, deste que me apavora. Não naquele vôo que não embarquei, não tinha passagens, nem era o meu destino. Temo o meteoro que não vem. Não venha, não acabe com tudo.Temo a expansão, temo andar por calçadas que não conheço.Prefiro encolher, rezar, sobretudo, prefiro a imatabilidade do mundo.
Uma dúzia de rosas Dar-te-ei E em cada uma delas Em cada entrega Alguma coisa direi Coisas sem sentido Que trago comigo Há nada melhor no Mundo que o mar O mar que mareja Espelha a lua Enquanto o barco flutua Mesmo na escuridão Infinito em cada momento Vivido ou tido por Nas ondas do Arpoador.
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9 comentários:
Amado Cicero,
Que lindo! Veio, de imediato, o seu poema/letra "Bagatelas" à mente: " O inesperado quer chegar, eu deixo"
Um poema novo que fiz para você:
"Ego" - Para Antonio Cicero.
Eu quando com ela, soma.
Eu quando com ele, soma.
Eu quando com eles, soma.
Eu quando convosco, soma.
Eu quando com todos, soma.
Eu quando contigo, soma.
Eu quando comigo, sumo.
Eu quando com ela, somos.
Eu quando com ele, somos.
Eu quando com eles, somos.
Eu quando convosco, somos.
Eu quando com tudo, somos.
Eu quando contigo, somos.
Eu quando sozinho, só
Sonha!
Grande abraço,
Adriano Nunes.
Conhecia estas duas outras traduções:
"Se não esperar o inesperado não se descobrirá, sendo indescobrível e inacessível" (Trad: José Cavalcante de Souza. Pré-Socráticos. Ed. Nova Cultural.1996)
"Se não esperar, o inesperado ele não encontrará, pois é inencontrável e inviável" (Trad: Donaldo Schüler. Heráclito e seu dis(curso). L&PM. 2000.)
Achei bonito o final do comentário que D. Schüler fez sobre o fragmento:
(...)"Se o encontro com o esperado se consumasse, os caminhos se apagariam, secariam os rios que navegamos e que nos atravessam, perderíamos sem recurso os cursos e dormiríamos embalados no silêncio das origens."
Abraço.
Que maravilha!
Lírica
Adriano,
de fato, esse verso foi conscientemente inspirado nesse pensamento de Heráclito.
Abraço
Temo o acaso, paranóico peço a Deus que me evite, deste que me apavora. Não naquele vôo que não embarquei, não tinha passagens, nem era o meu destino. Temo o meteoro que não vem. Não venha, não acabe com tudo.Temo a expansão, temo andar por calçadas que não conheço.Prefiro encolher, rezar, sobretudo, prefiro a imatabilidade do mundo.
Cicero,
Considero "Bagatelas" mais que letra de música - a construção dela é pura Poesia... Assim como "Asas". Você não poderia postá-la aqui?
Um novo poema:
"Emaranhado Noturno"
Sonho-te?
Olhos, boca, braços, pernas,
Corpo inteiro,
Tudo preso a mim,
Tudo mesmo, como pele.
À noite, quando contigo,
A vida acontece
Harmoniosa, única.
(Estamos juntos, a sós
Entre travesseiros,
Alguns livros e lençóis)
Olhos nos olhos,
Boca devorando boca,
Braços se enroscando,
Quase um nó,
Pernas que já não são
Só pernas.
Dois corpos
Ou um fragmento
Do cosmo?
Pleno equilíbrio.
Mas não é sonho.
É que a manhã veio
Súbita, quase insustentável.
(Mera ausência?)
E toda a rotina nos rapta
Rapidamente.
O olhar agora segue
Em frente.
Os braços acenam,
Com esperança.
Talvez, pequenos atrasos,
Desculpas sinceras,
Roda-viva,
Trânsito, carro quebrado,
Parente doente,
Amigo que se foi...
Pernas que já não são
Só pernas...
Trôpegas, ainda tremem
E lembram-se bem
Do emaranhado noturno,
Que, por um instante,
Forçou-nos à felicidade.
Grande abraço,
Adriano Nunes.
“Todo lo que diga está de más/ Las luces siempre encienden en el alma/ (…) Y yo no buscaba a nadie y te vi” (“Un vestido y un amor”, Fito Paez).
esperar o inesperado é desesperar?
observador,
fantástico!
Uma dúzia de rosas
Dar-te-ei
E em cada uma delas
Em cada entrega
Alguma coisa direi
Coisas sem sentido
Que trago comigo
Há nada melhor no
Mundo que o mar
O mar que mareja
Espelha a lua
Enquanto o barco flutua
Mesmo na escuridão
Infinito em cada momento
Vivido ou tido por
Nas ondas do Arpoador.
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