24.8.09

Novalis: de "Hymnen an die Nacht" / "Hinos à noite"




Mais celestes que essas estrelas cintilantes parecem-nos os olhos infinitos que a noite abriu em nós.


Himmlischer, als jene blitzenden Sterne, dünken uns die unendlichen Augen, die die Nacht in uns geöffnet.


NOVALIS. "Hymnen an die Nacht". Werke. München: Beck, 1981.

18 comentários:

Lara disse...

Que bonito... Novalis é desses poetas que abordam todos os assuntos com delicadeza e firmeza de sentidos. Adoro, belissima escolha. Estou sempre de olho aqui.

abs
Lara

Alcione disse...

Ouço os acordes do piano
e, sem saber
Vou até o fundo do meu ser
Não para saber disso ou daquilo
Mas para ser
Noutro plano
O inverso,
Universo
Do teu ser.

BAR DO BARDO disse...

Wir brauchen immer eine neue Seite ... und Licht.

Wallace Fernandes disse...

:-)

Jefferson Bessa disse...

Esses românticos...sempre abrem ao homem os olhos da alma...o infinito do olhar à noite - o noturno que faz dos olhos as próprias estrelas de si mesmo. A noite da alma... é assim que eles se conhecem. Ficaria aqui comentando horas sobre o poema :-)É muito bom

Lindo mesmo, Cícero.
Um abraço

Fernando Campanella disse...

Bom dia Cícero. Os pés plantados na terra, os olhos a revirar estrelas. Uma centelha cósmica, ou se quiserem: divina, desbrava sentidos e finalidades aos homens. Lindo o pensamento de Novalis, um hino à noite e toda sua busca da luz. Obrigado por coisas tão preciosas postadas em teu blogger. Um abraço.

Antonio Bento disse...

desde que declarei meu amor nunca

mais me olhou de frente

Cacaso, Seresta ao luar

Arthur Nogueira disse...

Querido Cicero,

que coisa mais linda esse poema. Lembrei de Caio e aquele conto que enviei a você, "Terça-feira gorda". Brilhemos.

Um beijo grande ;*

paulinho disse...

delícia!!

ai ai, como sei bem o que dizem os versos (rs)... tão bom...

beijo!!

João Renato disse...

Caro Cícero,
Muito bonito.
Esses românticos alemães tinham uma relação muito próxima à natureza, e a poesia tem perdido isso.
Abraço,
JR.

Robson Ribeiro disse...

Bonito, Cícero.

Me lembrou o Poema "Nalgum Lugar", de cummings, traduzido por Haroldo de Campos e musicado pelo Zeca Baleiro.

Grande Abraço!

Equipe Brésil Coolturel disse...

Parabéns pelo blog !

Que tal mantermos um intercâmbio de poesias ?

Equipe Brésil Coolturel
www.bresilcoolturel.blogspot.com
bresilcoolturel@yahoo.fr

Antonio Cicero disse...

Robson,

O poema que você menciona não foi traduzido por Haroldo, mas por Augusto de Campos. Mas obrigado por me lembrar dele. Vou postá-lo.

Abraço

Antonio Cicero disse...

Equipe Brésil Culturel,

Obrigado. Como se daria esse intercâmbio?

Robson Ribeiro disse...

Tens razão, Cícero.

E trata-se de um belo poema.

Grande Abraço.

Antonio Cicero disse...

De fato, Robson.

Adorei a lembrança.

Abraço

Catatau disse...

Olá Antonio Cicero, tudo jóia?

Estou há algum tempo pensando sobre esse fragmento traduzido, e como infelizmente ainda não leitor de Novalis, gostaria de perguntar: existe nos Hinos da Noite algum tipo de implicação ligado ao velho tema da "simpatia" (συμπάθεια)? Essa passagem em particular parece mostrar que sim, mas seria interessante ler mais a respeito. De todo modo, já estou buscando referências. Qualquer indicação será muito bem-vinda!

Antonio Cicero disse...

Catatau,

é provável que sim, pois os românticos pensavam nisso, mas não tenho nada mais concreto para lhe dizer.

Abraço