Canção de outono
Estes lamentos
Dos violões lentos
Do outono
Enchem minha alma
De uma onda calma
De sono.
E soluçando,
Pálido, quando
Soa a hora,
Recordo todos
Os dias doidos
De outrora.
E vou à toa
No ar mau que voa.
Que importa?
Vou pela vida,
Folha caída
E morta.
Chanson d’automne
Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.
Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure
Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.
VERLAINE, Paul. "Chanson d'automne". Trad. Guilherme de Almeida. In:_____. Poetas de França. São Paulo: Babel, s.d.
4 comentários:
Cicero,
amo este poema e já o havia traduzido:
Paul Verlaine: "Chanson d'automne"
"Chanson d'automne"
Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.
Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure
Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.
"Canção de outono" (Tradução de Adriano Nunes)
Os suspiros infindos
Dos violinos
Do outono
Ferem meu âmago
Com langor
Monótono.
Tão sufocado
E pálido, quando
Chega a hora,
Rememoro
O tempo passado
E choro.
E me transporta
Malvado vento
De um lado
A outro, tal
Qual uma
Folha morta.
In: VERLAINE, Paul. "Oeuvres complètes". Paris: Librairie Léon Vanier, Éditeur, Quatrième Édition, 1908.
Abraço forte,
Adriano Nunes
Que bela tradução, Adriano! Parabéns!
Que bela tradução, Adriano! Parabéns!
Eu sempre amei esse poema, diria que e' o meu favorito. Juntamente com o 'The road not taken', de Robert Frost. E com a 'Cancao do Exilio', de Goncalves Dias. Eu queria ter escrito isso...
Postar um comentário