13.4.13

Arthur Rimbaud: "L'Éternité" / "A Eternidade": trad. Ivo Barroso






A Eternidade

Achada, é verdade?
Quem? A Eternidade.
É o mar que se evade
Com o sol à tarde.

Alma sentinela
Murmura teu rogo
De noite tão nula
E um dia de fogo.

A humanos sufrágios,
E impulsos comuns
Que então te avantajes
E voes segundo...

Pois que apenas delas,
Brasas de cetim,
O Dever se exala
Sem dizer-se: enfim.

Nada de esperança,
E nenhum oriétur.
Ciência em paciência,
Só o suplício é certo.

Achada, é verdade?
Quem? A Eternidade.
É o mar que se evade
Com o sol à tarde.




L'Éternité

Elle est retrouvée.
Quoi ? - L'Eternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

Ame sentinelle,
Murmurons l'aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Braises de satin,
Le Devoir s'exhale
Sans qu'on dise : enfin.

Là pas d'espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sûr.

Elle est retrouvée.
Quoi ? - L'Eternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.




RIMBAUD, Arthur. Poesia completa. Edição bilingue. Trad. Ivo Barroso. Rio de Janeiro: Topbooks, 1994.



6 comentários:

Pablo Rocha disse...

Suave... Gostei demais!

Abraço!

Anônimo disse...

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Erick Monteiro Moraes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alcione disse...


Nào há destino
Ninho
Que me aquece
Voo sem rumo
O que me fortalece
O amor sem pudor
Em teu louvor
Eis a minha prece.

Erick Monteiro Moraes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Antônio disse...

para mim esta é a melhor tradução deste poema que amo!