25.4.09

Rainer Maria Rilke: "Rose, oh reiner Widerspruch, Lust" / "Rosa, ó pura contradição, prazer": tradução de José Paulo Paes

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Rosa, ó pura contradição, prazer
de ser o sono de ninguém sob tantas
pálpebras.




Rose, oh reiner Widerspruch, Lust,
Niemandes Schlaf zu sein unter soviel
Lidern.



De: RILKE, Rainer Maria. "Poemas esparsos e póstumos (1906-1926)". In: Poemas. Seleção, tradução e introdução de José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras: 1993.

3 comentários:

Anônimo disse...

Caro Cicero,
reza a lenda que esses versos foram escritos por Rilke para seu próprio epitáfio. Seria mesmo verdade?
Há muitos anos esse poema me acompanha, e foi o leitmotiv de meu primeiro filme, "uma rosa é uma rosa", de 1990.
abraço,
Dado

ps. você recebeu o livro que enviei?

Antonio Cicero disse...

Dado,

recebi seu livro sim. Estou há dias para lhe dar parabéns e dizer que gostei muito, mas ando tão desorganizado, com tantos compromissos, que me esqueço. Mas não é tarde para dizê-lo: é um belo livro.

Quanto ao poema do Rilke, não é lenda o que dizem. Na edição da Insel Verlag das obras de Rilke uma nota diz: "No seu testamento de 27 de outubro de 1925 o poeta destinou esses versos ao seu epitáfio. Eles se encontram na sua lápide na velha igreja em Raron (Wallis, na Suiça)".

Abraço

André Vallias disse...

Caro Cicero,
bonita lembrança! A tradução do Bandeira, ao invés de "prazer", usa uma palavra finessecular ainda mais próxima do alemão: "volúpia".
Abraço,
André