23.7.10

Antonio Machado: "Tu verdad, no"




Tu verdad, no: la Verdad.
Y ven conmigo a buscarla.
La tuya, guárdatela.



Tua verdade, não: a Verdade.
E vem comigo buscá-la.
A tua, guarda-a contigo.




MACHADO, Antonio. "Proverbios y cantares". Nuevas canciones. Madrid: Editorial Mundo Latino, 1924.

7 comentários:

Amélia disse...

Um dos meus poetas hsânicos(neste caso espanhol)preferidos.brigada.

ADRIANO NUNES disse...

Cicero,

Lindo demais! Amei! Grato!


Um soneto;

"à janela"

quadrilátero
transparente
quase rente
ao ver, o

mero objeto
fixo, enfeite
do vão, leite
de concreto,

fresta vítrea.
eis a lua
vista nua!

a livre área
do lar. E à
frente, a rua


Abraço forte,
Adriano Nunes.

Alcione disse...

Penso em cores

Penso em cores
Pelas antenas
Na verdade
Do amor
À verdade, in coro
O amor
De verdade
Amor à verdade
De amor.

CECILE PETROVISK disse...

Antonio,


Lindo!


Um poema novo:

"Alvorada"

alvorada.
agora,
amor,
posso fugir.

meteoro sem direção,
louco para se
espatifar no
chão

de
qualquer sentido.

ai, deixei
os feixes
de luzes
pra trás!

ai, as frestas
do universo,
os buracos negros!

todas as nebulosas,
todos os cometas,
os mais distantes
planetas,
satélites,
papel
em branco,
grafite...

rascunhos
siderais
dos meus ais.


Beijos,
Cecile.

Anônimo disse...

belo poema, cícero! e me parece ser a "sua" verdade - por favor, entenda as aspas como uma admiração minha.

e, adriano nunes: um belo soneto, um estojo de ecos...

Marcelo Diniz

Antonio Cicero disse...

Caro João Araújo,

Por alguma razão, não consegui postar o seu comentário. Sugiro que o reenvie.

Abraço

Antonio Cicero disse...

Prezados João Araújo, Mariana e Fernanda Marra,

Por alguma razão, não consegui postar os comentários que vocês enviaram. Sugiro que os reenviem.

Abraços