17.2.10

Eucanaã Ferraz: Entrevista




Vale a pena assitir à excelente entrevista que o poeta Eucanaã Ferraz concedeu ao site Saraiva Conteúdo, em http://www.saraivaconteudo.com.br/artigo.aspx?id=212.

10 comentários:

betina moraes disse...

observador,

uma rara oportunidade poder ver e ouvir o poeta eucanãa ferraz falando de forma tão delicada sobre o ofício e a sensibilidade para o ofício.

belíssama entrevista!

é um poeta grandioso!

obrigada por nos mostrar.

grande abraço.

ADRIANO NUNES disse...

Cicero,


Muito bom poder saber um pouco mais do Eucanaã! Valeu!


Um soneto:


"No cérebro das coisas que são"


Longe de acasos... Poema antigo
Abrigado no meu coração
Sem sonhos. Outra constatação
Da alegria que agora persigo.

Longe de tudo? Grave lembrança
Da vida: uma mera dispersão
No cérebro das coisas que são
Miragem.Vasta amnésia me alcança.

Não será só sinapse perdida
No papel? Talvez, plena ilusão,
Babel em minha massa cinzenta.

Longe de mim fugir de tal lida!
Eu prefiro essa linda fusão
De imagem e som que me atormenta.


Grande abraço,
Adriano Nunes.

Letícia disse...

Adorável Eucanaã. Ótima entrevista.

Alcione disse...

É mesmo muito bom, muito obrigada pelas dicas, aproveito prá escrever um versinho, beijos,

Vivendo cada momento
Na rua, na tua, jornal
Na tela, na vela,
Tal e qual, prossigo
Singrando mares bravios
Pelas costas, tempestades
E algures
Você aparece como uma flor
Que me seduz
Lilás, azul tão blue
Memórias feitas de luz
Nos prédios, onde for,
Na senda do meu amor.

Arthur Nogueira disse...

Querido Cicero,

adorei a entrevista e divulguei o link a alguns amigos. Admiro a poesia de Eucanaã e foi ótimo conhecê-lo mais, além dos versos.

Beijo, saudade.

A.

EDSON DA BAHIA disse...

Eucanaã é baita poeta. Inteligência faiscante, seta indo azul ali além...
Avante, Cícero!

Anônimo disse...

Cicero,

acho que não postei o poema Bicho de Sete Cabeças completo..? se for esse caso, peço desculpa e aqui fica a versão integral.

bj,
F.


Bicho De Sete caBeçaS

Que pensam tantas cabeças?
Pensam tudo ao mesmo tempo?
Que vendaval que seria
sete cabeças de vento!

Setecentos mil piolhos!
não há como pôr barreiras!
As duas mãos não dão conta
de coçar tanta coceira!

Sete cabeças vão todas
ao mesmo cabeleireiro!
Sete tesouras parecem
esgrimas num picadeiro!

Sete bocas, sete fomes,
cada uma escolhe um prato!
Sustentar um bicho assim
não deve ficar barato.

Se uma fala, seis escutam?
Elas falam-se entre si?
Se uma escolhe seu caminho,
as outras vão por ali?

Sete bocas, sete vozes,
isso já forma um coral!
Se só uma desafina,
o caso não é tão mau.

Mas se dessas sete vozes
só uma cantar bonito,
quem sabe as outras consigam
acompanhar no assobio.

Sete cabeças caladas
formam um enorme silêncio!
Sete cabeças, se quentes,
há sempre o risco de incêndio!

Sete chapéus, sete lenços,
sete grampos de cabelo,
sete memórias e o risco
de um mínimo esquecimento!

Um resfriado fraquinho
nessas catorze narinas
exige a dose maciça
de umas vinte e uma aspirinas!

Sete e sete são catorze,
com mais sete vinte e um...
O bicho vive sozinho,
amor lhe bastava um...

paulinho (paulo sabino) disse...

eucanaã é o que há!!!!

ADOREI a entrevista!!!

ele é o máximo!!!

beijú!!!

Anônimo disse...

Oi grande poeta e filósofo Cicero.Curto o seu pensamento desde os primordios dos anos 80, quando frenquentava a sua casa, porque amiga da sua não menos talentosa Marina.Adoro o seu blog.Dou uma "bicada" quase que diariamente.Literalmente, voce é o CARA!!!!!!!!!Abraços poéticos, Mirian Rodrigues de Araújo(Mira).
Natal,RN.

Antonio Cicero disse...

Mirian,

lembro-me perfeitamente de você. Que saudade! Muito obrigado. Um beijo grande!

Beijo