25.5.08

Hölderlin: "Hyperions Schicksalslied" / "Canção do destino de Hipérion". Tradução minha





3 comentários:

leo disse...

O homem toca as obras com suor e entusiasmo.
Faz barulho almoça sempre o seu feijão e vai dormir.

Torce por seu time no Maracanã.

Deve existir uma receita de felicidade que eu não tenho.

Estudo estudo e não consigo o que isso é.

Procuro em lojas bares restaurantes não consigo.

Prostitutas animadas vão à luta de manhã.

Fregueses empolgados políticos espertos.

Todos eles são felizes menos eu.

Deve existir uma receita que eu não tenho.

Ou então foi minha sina que gorou.

paulinho disse...

cicero cicero cicero,

puta merda, que coisa ma-ra-vi-lho-sa!

chapei com esta sua tradução! as imagens e o seu português são lindíssimos, delícias de se ler!

ai ai, esta nossa condição, a de reles mortais... vamos aproveitar a vida já que ela, como escreveu arnaldo antunes, não tem cabimento, assim como eu, como você, assim como qualquer coisa que precisa não ter cabimento para crescer.

tudo bonito demais, meu poeta porreta!

beijo gostoso!

Eder Fonseca disse...

O calor à distância

E os pêlos se levantam
na carnadura:
dançam, cantam como os pássaros
que a mudar de morada em busca da quentura do sol estão.

E os músculos eretores do pêlo tremem
sob a carnadura:
e dançam e cantam como as borboletas
a voarem no entorno das flores;
captando à distância,
o calor do corpo amado.