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7.5.08

Alberto da Cunha Melo: "Schopenhauer"

Agradeço ao professor
Edson Dognaldo Gil ter-me chamado atenção para o seguinte -- extraordinário -- poema de Alberto da Cunha Melo:


Schopenhauer

Para cada sonho uma lápide
sóbria como o próprio cortejo,
depois disso, treinar seu cão
para morder qualquer desejo;

rasgada a farda da alegria
que, na batalha, o distraía,

agora a dor, em tempo célere,
pode estender, com dignidade,
sua cólera à flor da pele,

para sarjar com sua lança
tantos tumores da esperança.



Do livro Meditação sob os Lajedos.
Natal/Recife: EDUFRN/Bagaço, 2002.