Agradeço ao professor
Edson Dognaldo Gil ter-me chamado atenção para o seguinte -- extraordinário -- poema de Alberto da Cunha Melo:
Schopenhauer
Para cada sonho uma lápide
sóbria como o próprio cortejo,
depois disso, treinar seu cão
para morder qualquer desejo;
rasgada a farda da alegria
que, na batalha, o distraía,
agora a dor, em tempo célere,
pode estender, com dignidade,
sua cólera à flor da pele,
para sarjar com sua lança
tantos tumores da esperança.
Do livro Meditação sob os Lajedos.
Natal/Recife: EDUFRN/Bagaço, 2002.
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7.5.08
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