O Projeto de Lei 3.968/97 que tramita pela Câmara em caráter de urgência tenta isentar órgãos públicos e outras entidades do pagamento dos direitos autorais pelas obras musicais utilizadas. Para que a música exista da maneira que você escuta hoje, foi necessário trabalho duro e de muitas pessoas envolvidas. Estes profissionais, assim como qualquer outro, merecem ter seu trabalho remunerado. Se você paga para utilizar um serviço ou adquirir um produto, então por que não pagaria pela música?
11.8.20
#TodosPelaMúsica #DireitosAutorais #NãoAoPL3968/1997
O Projeto de Lei 3.968/97 que tramita pela Câmara em caráter de urgência tenta isentar órgãos públicos e outras entidades do pagamento dos direitos autorais pelas obras musicais utilizadas. Para que a música exista da maneira que você escuta hoje, foi necessário trabalho duro e de muitas pessoas envolvidas. Estes profissionais, assim como qualquer outro, merecem ter seu trabalho remunerado. Se você paga para utilizar um serviço ou adquirir um produto, então por que não pagaria pela música?
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Direitos autorais
10.8.20
Marcial: Epigrama 1.24
Epigrama 1.24
Veja, Deciano, aquele homem despenteado,
Cenho cerrado, que até incute medo,
E que só fala dos varões de antigamente:
Casou-se ontem, acredite: ele era a noiva.
MARCIAL. Epigrama 24. In: PIGNATARI, Décio. 31 poetas 214 poemas: do Rigveda e Safo a Apollinaire. 2ª Ed. Campinas: Unicamp, 2007.
Epigramma I.XXIV
Aspicis incomptis illum, Deciane, capillis,
Cuius et ipse times triste supercilium,
Qui loquitur Curios adsertoresque Camillos?
Nolito fronti credere: nupsit heri.
MARTIALIS, M. Val. Epigramma XXIV. In:_____. Epigrammata. Org. por W.M. Lindsay. Oxford: Oxford U. Press, 1922.
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Poema
8.8.20
Sophia de Mello Breyner Andresen: "25 de Abril"
25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. "25 de Abril". In: REIS-SÁ, Jorge. Creio que foi o sorriso, uma antologia. Braga: Publito, 2020.
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4.8.20
Antonio Cicero: "Consegui"
Consegui
eis o que consegui:
tudo estava partido e então
juntei tudo em ti
toda minha fortuna
quase nada tudo muitas coisas
numa
só:
eu quis correr esse risco antes de virar
pó:
juntar tudo em ti:
toda joia todo pen drive todo cisco
tudo o que ganhei tudo
o que perdi
meu corpo minha cabeça meu livro meu disco meu
pânico meu tônico
meu endereço
eletrônico
meu número meu nome meu endereço
físico
meu túmulo meu berço
aquela aurora este crepúsculo
o mar o sol a noite a ilha
o meu opúsculo
meu futuro meu passado meu presente
meio aqui
e meio ausente
meu continente meu conteúdo
e além de todo o mundo
também tudo o que é
imundo tudo
o medo e a esperança
algo que fica
algo que dança
o que sei o que ignoro
o que rio
e o que choro
toda paixão
todo meu ser
todo meu não
tudo estava perdido e aí
juntei tudo
em ti
CICERO, Antonio. "Consegui". In:_____. Porventura. Rio de Janeiro: Record, 2012.
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Poema
1.8.20
Haroldo de Campos: "ideocabograma"
ideocabograma
pound attention !
joyce a minute !
finnegans wait !
don’t go beckett !
arnoholzwege :
i’m cummings !
mallaimé
. . .
CAMPOS, Haroldo de. "ideocabograma". In:_____. Crisantempo: no espaço curvo nasce um. São Paulo: Perspectiva, 2004.
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Poema
30.7.20
Adriano Nunes: "Cânone mínimo"
É com grande prazer que publico aqui o novíssimo poema de Adriano Nunes:
Cânone mínimo
Volto a Voltaire
E depois parto
Para Pasárgada.
Pouco me importa
Que dê em nada.
Que puis-je faire?
De gole em gole,
Gullar engulo.
De pulo em pulo,
Alcanço os Paulos,
Jorges, Joãos,
Sem queixas, juro.
Cecília, Emily,
Ana, Sophia,
Florbela, Safo,
E mais poetas
Fazem meu dia!
Vale o Vallias.
Rumino os russos.
Já com Drummond
Tranquilo durmo
Um sono grego,
Meio moderno.
Lê-los? tão bom!
Augusto, Arnaldo
E os concretistas:
Lindos seus livros!
Atiro ao Inferno
O Dante mesmo
Mal traduzido.
Melhor Cervantes
Antes que isso
Tudo termine.
E numa boa
Amo Pessoa.
O pensar voa!
O mestre Whitman
Também me instiga.
E quase até
Já Baudelaire
Esqueço a esmo!
Que fatal erro!
Logo me agrego
Mais aos latinos,
De versos finos.
Antonio Cicero
Está comigo
Desde o princípio.
De Goethe, gosto
Muito, e me assanha
Tanto Montaigne -
Fico até tonto!
A lista é longa,
A vida é breve.
Dou-me a sonhos?
Huidobro em dobro.
Tudo é íntimo,
Mundos sem fim.
Sigo seguindo,
Em mim, Secchin...
E só com esses,
E alguns ingleses,
Outros franceses,
Sem interesses,
Em verso, exponho
Cânone mínimo.
Adriano Nunes
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Poema
28.7.20
Antonio Cicero: "FEDRA"
FEDRA
EM TEU NOMEN
O FILLE
SIDERADA
DE MINOS ET DE PARSIPHAÉ
BRILHAM AS TREVAS
MEDRAM
OS
DES
ASTROS
OS
DE
SIDERIOS
DE TEU ATRO SANGRE
CICERO, Antonio. "FEDRA". In:_____. Porventura. Rio de Janeiro: Record, 2012.
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Poema
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