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2.1.12
Sigmund Freud: de "O futuro de uma ilusão"
Os filósofos esticam o significado de palavras até que essas mal conservam algo do seu sentido original; chamam alguma abstração borrada que criaram de “Deus” e posam para o mundo inteiro como deístas, crentes que conheceram um conceito mais puro de Deus, embora seu Deus seja apenas uma sombra sem substância, e não mais a personalidade poderosa da doutrina religiosa.
FREUD, Sigmund. Die Zukunft einer Illusion. Leipzig: Internationaler Psychoanalytischer Verlag, 1927.
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Sigmundo Freud
12.1.10
Nicolás Gómez Dávila: de "Sucesivos escolios a un texto implícito"
Quem não se sinta herdeiro até dos seus adversários intelectuais não recolhe senão parte de sua herança.
*
Nada que tenha valor se distingue do que não o tem senão pelo próprio valor.
*
Os filósofos costumam influir mais com o que parecem ter dito que com o que na verdade disseram.
DÁVILA, Nicolás Gomez. Sucesivos escolios a un texto implícito. Barcelona: Áltera, 2002.
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11.12.08
Ludwig Wittgenstein: de "Zettel"
.
455. (O filósofo não é cidadão de uma comunidade de pensamento. É isso que faz dele um filósofo.)
455. (Der Philosoph ist nicht Bürger einer Denkgemeinde. Das ist, was ihn zum Philosophen macht.)
De: WITTGENSTEIN, Ludwig. Zettel. ANSCOMBE, G.E.M. e WRIGHT, G.H. von (orgs.). Berkeley: University of California Press, 1967.
455. (O filósofo não é cidadão de uma comunidade de pensamento. É isso que faz dele um filósofo.)
455. (Der Philosoph ist nicht Bürger einer Denkgemeinde. Das ist, was ihn zum Philosophen macht.)
De: WITTGENSTEIN, Ludwig. Zettel. ANSCOMBE, G.E.M. e WRIGHT, G.H. von (orgs.). Berkeley: University of California Press, 1967.
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Ludwig Wittgenstein
14.9.08
Javier Cercas: trecho de "Todo eran campos"
A mí me parece que el peor vicio de los filósofos –o simplemente de eso que algunos llaman intelectuales– consiste en empeñarse en ser interesantes. Yo debo de estar muy anticuado, porque sigo pensando que la filosofía no sirve para disentir del discurso dominante, sino sólo para decir la verdad, y la verdad no siempre es interesante. Decir que todos los hombres buscan la felicidad es aburrido y poco original, porque los filósofos llevan diciéndolo por lo menos desde Aristóteles, pero tiene la ventaja de ser cierto; reivindicar la infelicidad, la enfermedad y la vejez, como hace ahora el filósofo alemán Boris Groys para disentir del discurso dominante de la apoteosis juvenil –no por la alegría de que esas tres tristes cosas formen parte de la vida–, es desde luego original, pero tiene la desventaja de ser una tontería incapaz de sobrevivir al contraste de la experiencia personal: como todo el mundo, cuando yo tenía 18 años era un príncipe sin miedo; como todo el mundo, ahora que tengo 46 no soy más que un mendigo que, como decía el filósofo Cioran, apenas está aprendiendo a convertir sus terrores en sarcasmos.
De: CERCAS, Javier. "Todo eran campos". El País Semanal. Madrid, 7/9/2008.
De: CERCAS, Javier. "Todo eran campos". El País Semanal. Madrid, 7/9/2008.
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