Mostrando postagens com marcador Daniel Jonas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Daniel Jonas. Mostrar todas as postagens

28.7.21

Daniel Jonas: "Composição a negro cinzento"

 



Composição a negro cinzento



Aquela além

recolhida, bravia


defenestrando 

o olhar, a razão, a fé,



pode ser a mãe de Whistler;

a minha não é.

*





JONAS,  Daniel. "Composição a negro cinzento". In:_____. "Bisonte". In:_____. Os fantasmas inquilinos.:Poemas escolhidos. Seleção por Mariano Marovatto. São Paulo: Todavia, 2019.

23.12.20

Daniel Jonas: "Três rosas choram, brancas e tombadas"

 



Três rosas choram, brancas e tombadas


Três rosas choram, brancas e tombadas.

No mármore em murmúrio nada se ouve

E tudo o que é é nada do que houve…

Oblíqua cai a chuva nas lombadas…

Na biblioteca parda tudo tomba:

As rosas, as velhinhas, hirtos círios.

E agora tudo chora, grutas, lírios,

E as gárgulas do choro são a tromba…

É nada o que nos move, a paz, a guerra…

Tanto saber errado e tanto crânio!...

O príncipe é que estava certo, o dânio!

E as rosas murcharão, quem as enterra?

Mas quase me esquecia ao que vinha:

Passar-te a mão pela pele tão lisinha…







JONAS, Daniel. "Três roas choram, brancas e tombadas". In:_____. Nó: Sonetos. Porto: Assírio e Alvim, 2014.